Um novo protocolo passa a ser adotado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro para os casos de celulares roubados, encaminhando às operadoras de telefonia móveis uma mensagem contendo o IMEI, que nada mais é que o número de identificação de cada aparelho, para que dessa forma o usuário daquele #Celular possa ser notificado, via mensagem, que está usando um aparelho que foi roubado.

Por enquanto a medida depende de uma determinação judicial, mas já está causando grande polêmica, apesar de prometer resolver boa parte do problema, uma vez que os brasileiros têm o hábito de comprarem aparelhos celulares usados sem exigirem a nota fiscal.

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Muitas pessoas estão por aí com um aparelho que é fruto de um roubo, entretanto não têm esse conhecimento.

Carlos Leba, chefe da polícia, afirma que a medida foi adotada à partir do momento em que se fez necessário a solicitação de tal pedido à Justiça e que foi concedido. Mais de 100 aparelhos foram roubados em um estabelecimento localizado na Tijuca e o juiz André Ricardo F. Ramos, da 28ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, concordou que as companhias de telefonia móvel deveriam enviar uma mensagem de SMS e também pelo WhatsApp para todos os celulares que foram roubados.

A mensagem não só informava que aquele celular havia sido roubado, como também solicitava a devolução imediata do mesmo, sendo que o usuário tinha até cinco dias para levar o aparelho para a 19ª DP. Caso o usuário receba uma mensagem como essa, mas o celular tenha sido adquirido legalmente em uma loja, basta que ele compareça à delegacia de polícia munido do celular, documentos pessoais e a nota fiscal do aparelho.

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Caso o usuário receba a mensagem em seu celular e não cumpra a decisão judicial, estará automaticamente sendo responsabilizado pelo #Crime de receptação. Essa informação também constará na mensagem enviada ao aparelho que será bloqueado após o período estipulado para devolução.

O delegado espera que tal medida possa ser adotada por todas as delegacias do estado do Rio de Janeiro, só que cada caso deverá ser analisado separadamente e caberá ao delegado fazer a solicitação junto à justiça.

Caso seja comprovado que o comprador do celular agiu de boa-fé, ele não será indiciado. #Casos de polícia