Um #Crime chocou os moradores de Nepomuceno, em Minas Gerais. Uma jovem de 26 anos, foi assassinada a facadas pelo ex-marido, em frente a filha do casal, de apenas dois anos de idade.

De família humilde, Josiane e seus pais sempre tiraram seu sustento da terra. Diego era lavrador e trabalhava para o pai da vítima, em uma chácara. O lavrador e a filha de seu patrão se conheceram, se tornaram amigos e após algum tempo, começaram a namorar. Um ano depois da união, decidiram viver juntos. Dois anos mais tarde, nasceu a filha do casal, hoje com dois anos de idade.

As primeiras mudanças em Josiane surgiram por conta do ciúme possessivo de Diego, que não permitia que ela conversasse, nem mesmo com uma amiga, sozinha.

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Ele sempre tinha que estar por perto para saber tudo o que ela falava e ouvia. Nem os pais da moça eram poupados.

A moça, que quando conheceu Diego, era vaidosa e gostava de se arrumar, foi se descuidando a ponto de sua mãe declarar: “Quando minha filha vinha aqui, parecia que ela era minha mãe”, de tamanha diferença em sua aparência. Além disso, Josiane ganhou uma fisionomia cansada e triste, ficando quase irreconhecível. Testemunhas também dizem que ela era vista com hematomas.

Muito apegada a família, a moça foi filmada cantando e se divertindo com o pai no seu último dia de vida. Em conversa com sua mãe, ela disse que iria abandonar Diego, pois não o aguentava mais. Com um mal pressentimento, sua mãe pediu que ela não voltasse para casa, mas Josiane disse que iria pegar suas roupas e as roupas da filha e que depois voltaria, dessa vez para ficar na casa dos pais.

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Ainda assim, sua mãe sentiu medo e pediu para ela não ir. Josiane respondeu: “Tudo bem, mãe. Só vou buscar minhas coisas. Ele não é um homem mal”.

Depois de voltar para casa com a filha nos braços, Josiane conversava com a mãe pelo telefone, ocasião que ocorria uma briga. A mãe conta que pediu para a filha dizer para Diego que, se ele encostasse um dedo em Josiane, que iria se entender com ela. Pouco depois, a ligação caiu. Assustada, a senhora do interior pediu uma carona para um vizinho e foi para a casa da filha. Quando chegou, estranhou que a porta da frente e as janelas estavam abertas. Ao adentrar na casa, não pôde fazer mais nada: sua filha já estava morta, o assassino estava foragido e tinha levado a criança.

Dois dias depois do crime, Diego se entregou, mas por não haver um mandado de prisão ou uma situação de flagrante delito, o mesmo foi liberado. Nessa semana, um mandado foi expedido e ele foi preso. A mãe da vítima, conta que a neta está sempre repetindo: “Papai matou mamãe”.

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Diego nega que tenha cometido o crime na frente da filha, mesmo com a declaração da menina e da avó.

Em um depoimento confuso, Diego diz não se lembrar de nada além da consumação do crime, mas ao mesmo tempo, conta que não foi contra a ex-mulher ir embora de casa, entretanto, durante uma discussão, ela teria dito que iria embora, pois estava o traindo. Então, decidiu assassiná-la e com medo, pegou a filha e fugiu para a casa de parentes.

A família, sobretudo os pais de Josiane, que já são idosos e com todo o sofrimento da vida de quem vive da roça, tentam superar a perda de uma filha amorosa para criarem a neta, que perdeu a mãe e o pai, agora preso por tempo indeterminado, uma vez que não se sabe quando será o julgamento e a pena total a ser cumprida. #Violência #Casos de polícia