As redes sociais servem para reunir amigos, conhecer pessoas, compartilhar notícias e até procurar emprego. Porém, alguns acabam fazendo desse local, um ponto de desabafo. Quantas vezes você já leu alguém falando de algo que aconteceu no trabalho ou reclamando do vizinho? O problema é que, assim como para tudo na vida, há um limite que deve ser seguido. Caso contrário, uma postagem no Facebook pode acabar na #Justiça. Foi o que aconteceu com uma tutora, que reclamou de uma veterinária e agora terá que indenizá-la.

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O caso aconteceu em Soledade, cidade do Rio Grande do Sul, localizada no norte do estado.

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Uma tutora foi condenada a pagar R$ 1,5 mil para a médica veterinária que foi vítima da postagem na rede social. A indenização é por danos morais.

Uma tutora teria usado as redes sociais para reclamar do resultado de um tratamento feito pela médica veterinária. Ela teria levado um gato para atendimento na clínica, mas o animal não sobreviveu. Por isso, a mulher teria feito um post reclamando e sugerindo que o gato teria morrido por incompetência da médica veterinária que a tendeu.

A profissional teria sido marcada na postagem, com nome e sobrenome. Ao ver o que estava acontecendo, a médica veterinária ajuizou uma ação, pela difamação sofrida. Além de relatar todo o problema, ela incluiu no processo cópias da postagem, na qual foi acusada de ser culpada da morte de um gato.

A pessoa acusada nega que seja a responsável pelo post feito, mas não provou que não foi ela quem escreveu, em seu perfil, a acusação.

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O caso foi julgado na 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio do Sul. No entendimento das autoridades, a profissional foi vítima de danos morais, pois o post feito teria sido ofensivo.

Na primeira decisão, a indenização foi de R$ 3.500, mas a acusada apelou e o caso teria sido avaliado pelo Desembargador Léo Romi Pilau Júnior. Ele entendeu que a médica veterinária foi vítima e que não havia nada que comprovasse que o gato tivesse morrido por imprudência ou imperícia durante o tratamento. Ao mesmo tempo, constatou que a acusada não teria condições para pagar o valor inicial e diminuiu a indenização que a tutora terá que para a médica veterinária para R$ 1.500. O caso foi encerrado em abril de 2016. #Animais #Crime