#Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, teve a prisão decretada nesta quarta-feira (19). A prisão é de caráter preventivo e não tem prazo para liberação do mesmo. O motivo da prisão seria o envolvimento do referido a esquemas de lavagem de dinheiro através de contas na Suíça e o recebimento de propina em relação à exploração de petróleo na África. 

Essa medida foi tomada porque, para o Ministério Público Federal, Eduardo oferece riscos à devida instrução do processo, podendo coagir os envolvidos no assunto, comprar o silêncio, forjar provas, dentre outros motivos. Ainda segundo o MPF, há a preocupação de que Eduardo Cunha fuja para o exterior, tendo em vista que possui muitos recursos fora do Brasil, além de possuir dupla nacionalidade. 

Foram apontados dentre os motivos usados para embasar o pedido de prisão preventiva, o fato de que Eduardo Cunha estaria tentando atrapalhar as investigações da Operação #Lava Jato.

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Eduardo já tem seu mandato cassado em virtude de processos em que foi citado e perdeu seu foro privilegiado (direito de ser processado e julgado pelos ministros do STF). 

Eduardo Cunha já responde por outros processos, como o envolvimento na Operação Lava Jato, situação que acarretou um rombo enorme aos cofres públicos de todo o país e que reflete na nossa economia atual. O processo de investigações na Lava Jato corre na Justiça do Paraná, e tem como principal escopo provar o envolvimento de Cunha e outros réus que participavam de recebimento de valores que provinham do rendimento da Petrobras. A mulher de Eduardo Cunha também é investigada e já responde por lavagem de dinheiro, tendo em vista que a mesma possui uma conta na Suíça com um montante de cerca de R$ 1,5 milhão - o valor foi recebido por Cunha, o que comprova a lavagem de dinheiro supracitada. 

O ex-presidente da Câmara, por perder seu privilégio, responderá a todo o processo como um cidadão comum, não tendo direito a nenhuma prerrogativa, tendo em vista que a perda do cargo implica na perca das suas prioridades enquanto presidente da Câmara, o que assegura à sociedade que o crime de colarinho branco não fique impune.

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#SérgioMoro