Policiais do 31º Batalhão da Policia Militar (BPM/Recreio dos Bandeirantes) prenderam uma mulher que se passava por ginecologista e obstetra, realizando atendimentos em um consultório médico, localizado dentro do centro empresarial Barra Shopping, no bairro da Barra da Tijuca na zona oeste do Rio de Janeiro.

A mulher identificada como Gabriele Souza Matos, de 33 anos, foi presa nesta última quarta-feira, 05 de outubro. Após ser denunciada por um capitão da polícia militar. A falsa obstetra teria atendido a esposa de um capitão da PM que estava grávida. Por causa da consulta, a paciente teve complicações, sofreu um aborto e deslocamento nas trompas.

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Por conta do ocorrido o capitão então desconfiado resolveu pesquisar a inscrição profissional CRM(conselho Regional de Medicina), da falsa médica. Ele acreditava ter havido falhas no atendimento da esposa. Ao consultar o CRM de Gabriele descobriu que se tratava de outra pessoa. O militar constatou ainda que o registro que ela usava não constava no Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro). Gabriela havia se identificado como Hadasshaah Schulz, de nacionalidade marroquina.

A farsa teve fim nesta quarta-feira, após a polícia militar chegar ao centro empresarial Barra Shopping em que a suspeita atuava como médica. No exato momento em que os policiais entraram no consultório, a falsa médica estaria realizando um atendimento a outra paciente. Sendo presa em flagrante.

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Gabriele novamente apresentou aos policias o CRM de outro médico, mostrando, em seguida, um certificado de conclusão do curso de medicina em Israel.

Depois de ser autuada em flagrante a falsa médica foi encaminhada ao 16º Departamento de Polícia que fica localizado no bairro da Barra da Tijuca, no Rio. Ela permanecerá presa à disposição da Justiça e responderá pelos crimes cometidos.

A polícia segue investigando para descobrir se mais pacientes tiveram complicações ou qualquer tipo de consequência por conta de algum atendimento realizado pela falsa ginecologista. A polícia descobriu ainda que ela atuava também em outro consultório em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

A esposa do capitão da PM estaria tendo uma gravidez tubária que não foi identificada pela falsa médica. Teve hemorragia e foi medicada de forma indevida por Gabriele. Por conta da demora do diagnóstico, a paciente teve complicações tendo que realizar uma cirurgia às pressas, a gravidez foi interrompida e a gestante acabou perdendo a trompa esquerda. #Crime #Investigação Criminal