Foi para cadeia um jovem acusado de hackear, extorquir e ameaçar mulheres.  Renan Estrela de Oliveira tem 20 anos e foi preso no último dia 21, no município de Triunfo, na Paraíba.

De acordo com informações da Polícia Civil, Renan tinha como alvo dezenas de garotas de 16 a 20 anos. Ele conseguia invadir suas contas de e-mail, seus perfis do Facebook e até mesmo o aplicativo para celular WhatsApp. Com os dados em mãos e informações privilegiadas, o rapaz exigia fotos íntimas das meninas, ameaçando, inclusive, matar os parentes delas. E o golpe maior era fragilizá-las psicologicamente emocionalmente a ponto de extorquir dinheiro várias vezes seguidas.

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A estratégia era gerar pânico às jovens mostrando que o chantagista tinha endereços, documentos e outras informações sigilosas de todas as famílias envolvidas. Segundo a Polícia, ele não poupava palavras intimidadoras, ressaltando que se as garotas não fizessem tudo do seu jeito sentiriam as consequências.

As vítimas eram todas da capital paulista. Em comum elas tinham a juventude e a beleza. Muitas eram famosas nas redes sociais,  o que facilitava ainda mais o trabalho de Renan pelo medo que tinham de verem suas intimidades expostas.

Uma das vítimas teve as contas do Facebook e do e-mail hackeadas e no segundo seguinte recebeu um aviso em seu celular com as primeiras intimidações.

Mas ela foi mais esperta e manteve o diálogo com o criminoso para ganhar tempo conseguiu identificar o seu IP, descobrindo que ele agia do Estado da Paraíba.

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Renan prometeu segui-la sem descanso e, se preciso fosse, matar seus parentes caso a jovem não enviasse imagens nuas. A vítima pediu ajuda dos amigos e amigas e conseguiu descobrir mais oito garotas que passavam pelo mesmo drama. Algumas que cederam e enviaram as imagens sofreram extorsões por quatro anos seguidos. Uma delas até tentou se matar.

No momento em que foi preso, Renan estava na casa de parentes. Equipes da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual acreditam que mais mulheres são vítimas do criminoso e por isso as investigações vão ter sequência.

#Crime #Casos de polícia