Maria Inês de Almeida, uma idosa de 78 anos de idade, foi covardemente executada com três tiros no rosto neste sábado (15), na cidade de Rosário Oeste, no estado do Mato Grosso. Eram três criminosos, que também fizeram vários arrastões em propriedades na região. Segundo Antônio José, filho da vítima, esses bandidos chegaram a fazer vários disparos contra outros moradores.

A família está indignada, já que se tratava de uma idosa de 78 anos, e não tinha qualquer chance. Foram quatro disparos em direção ao rosto da idosa, só um não atingiu a vítima.

Violência no Brasil

Segundo o Atlas da #Violência 2016, desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que analisaram dados do número de vítimas de registros policiais e do Ministério da Saúde, o Brasil tem o maior número absoluto de homicídios no mundo.

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Os números chegam a assustar e o país tem 10% de vítimas letais no mundo, isso significa que, uma em cada dez mortes reside no Brasil. 

As maiorias das vítimas são homens, jovens, negros e com baixa escolaridade. Em São Paulo e Rio de Janeiro, esses números de homicídios tem diminuído, e vem crescendo e cidades no interior. A taxa, segundo os pesquisadores, é de aproximadamente 29 homicídios por 100 mil habitantes, em 2014, aumento de 10% em comparação com 2013.

Principais vítimas

As principais vítimas são os jovens, do sexo masculino. 46,4% dos homicídios são de pessoas na faixa de 15 a 29 anos.

Além da juventude, outros dados nos números de homicídios, é que a maior parte são negros. Em 2014, para cada não negro que sofreu homicídio, 2,4 indivíduos negros foram mortos. No período analisado, houve um crescimento de 18,2% na taxa de negros e pardos, enquanto uma redução de 14,65% na taxa de brancos, amarelos e indígenas. 

Alarmante

Uma tragédia que impacta na saúde e no processo de desenvolvimento econômico e social.

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Um país com quase 60 mil homicídios em um ano, e com poucas coisas sendo feitas para haja a redução desses números, é um descontrole total. Está mais que na hora dos governos federal, estadual, municipal e a sociedade civil fazerem um pacto para mitigar esse problema, defende o economista Daniel Cerqueira, do IPEA. #Crime #Morte