A Justiça do estado do Tocantins condenou a Igreja Universal do Reino de Deus a pagar R$ 300 mil de indenização por danos morais, devido ao estupro de uma menor de idade. O #Crime aconteceu em 2011 e só agora saiu a decisão final. A adolescente, de apenas 13 anos, foi abusada por um pastor da Universal, em uma igreja localizada em Guaraí, interior do Tocantins.

Océlio Nobre da Silva, juiz responsável pelo caso, informou que o pastor aproveitou do cargo que ocupava dentro da igreja para estuprar a garota. De acordo com as leis brasileiras, "#Estupro de vulnerável" se trata do abuso de garotas com idade máxima de 14 anos, ou no caso delas serem adultas, mas consideradas como incapazes de decidirem pela relação sexual, sendo praticado não só por um familiar, como também por alguém mais próximo, como foi o caso do pastor.

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O pastor que estuprou a adolescente foi condenado a 10 anos e 8 meses de prisão e a Igreja Universal do Reino de Deus terá que pagar uma indenização de R$ 300 mil, pois o juiz considerou que é um valor que pode muito bem ser pago pela igreja.

O juiz disse não ter como isentar a igreja da responsabilidade uma vez que teria sido ela quem proporcionou o ambiente ideal para que o algoz pudesse se aproximar da vítima e cometer o abuso. Os contatos prolongados com o pastor foi fazendo com que a jovem e toda sua família passassem a confiar nele, considerando-o como um homem de bem e dedicado a ajudar os fiéis a encontrarem o caminho de Deus. Océlio disse não colocar a igreja como compactuante com o crime, mas que uma das pessoas representantes dela aproveitou da posição que ocupa para cometer o abuso.

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Foi graças ao fato dele ser pastor da Universal que o estuprador conseguiu se aproximar da vítima, manter um relacionamento com ela por um longo período e na hora que viu ser oportunidade, violentá-la.

A Igreja Universal se defendeu e disse que o pastor nada mais é do que um membro dentro da entidade, não tendo uma função específica dentro da estrutura hierárquica e que, na posição que ocupava, não tinha como falar em nome da igreja, mas o juiz discordou e decretou que "a Igreja Universal, através de sua ilustrada defesa, falseou a verdade quanto à função e representatividade", se referindo ao tal pastor.

A Universal já informou que vai recorrer da sentença e que não teve mais notícia do estuprador. #Casos de polícia