O eletricista Matheus Rodrigues de Sousa Martins, de 20 anos de idade, afirmou ter sido vítima de preconceito racial. O caso aconteceu em Dom Expedito Lopes, na região Sul do Piauí. Ele sofreu agressões físicas e injúrias raciais, e o que motivou tamanha revolta no agressor foi o fato da vítima estar usando um par de tênis de marca.

O fato ocorreu na noite da última terça-feira, dia 04 de outubro, no povoado de Buriti Grande, tendo o caso sido registrado na delegacia de Picos. Matheus informou que voltava da casa de amigos e seguia a pé para a casa de sua avó. No caminho, teria encontrado um vizinho que já conhecia há algum tempo.

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Os dois seguiram andando e conversando pela rua, até que o agressor começou o ataque verbal, seguido de ataque físico.

A vítima contou que jamais esperava uma atitude dessas do suspeito, principalmente por conhecê-lo há tempos. Matheus afirmou que, há pouco tempo teria ocorrido uma atitude racista por parte do vizinho, que teria chamado o rapaz de preto, gordo e feio. Mas Matheus teria "deixado para lá", por conhecê-lo de longa data. Mas desta vez ele teria passado dos limites. Logo após as agressões ele ainda ameaçou o jovem, afirmando que, se ele denunciasse o caso iria se arrepender, que o mataria.

No dia do #Crime, o vizinho teria dito ao eletricista que ele era negro e não podia usar nem tênis nem roupas de marca. Disse que o rapaz estava se mostrando e o atacou com chutes e socos.

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Após a vítima conseguir fugir e correr, ainda ouviu mais injúrias raciais.

Matheus sofreu uma fratura no nariz, uma lesão no olho esquerdo e hematomas no rosto e corpo. Ele denunciou o caso à polícia de Picos, que está investigando os fatos. A polícia aguarda também o exame de corpo e delito feito pelo jovem para dar sequência às investigações.

A vítima não sabe ainda se irá precisar fazer uma cirurgia por conta da fratura sofrida no nariz. A família do jovem está indignada com o crime. A irmã da vítima demonstrou sua indignação, publicando fotos dos ferimentos do irmão em rede social. E relatou todos os fatos, desde a primeira manifestação do agressor, que demonstrou ser racista quando chamou seu irmão de negro, gordo e feio. Ela declarou ser um absurdo ele ser espancado por conta da cor, e por tal poder ser considerado motivo para não usar um tênis de marca.

Ela informou que o agressor se chama Assis, mais conhecido como Assizinho. A jovem pede justiças pelos crimes de injúria racial, agressão física e ameaça. Solicitou que o post fosse compartilhado, para que o crime não fique impune. Em pouco tempo já havia 400 compartilhamentos, e diversos comentário repudiando a atitude racista e violenta do acusado.

#Casos de polícia #Racismo