Uma nova modalidade de crime está em alta no Brasil. Bandidos estão escolhendo como seus alvos os motoristas de Uber. Tentativas de homicídio já foram registrados em São Paulo e Curitiba. Os bandidos atacam para tentar obter o dinheiro das corridas, para tomar o carro dos motoristas ou até mesmo para obrigar o motorista a transportar drogas para eles. O próximo passo parece ser o de obrigar os motoristas a transportar gangues durante assaltos. 

De acordo com o Estado de São Paulo, para evitar o confronto com bandidos, os parceiros do Uber estão evitando aceitar corridas em dinheiro. Esta forma de pagamento, por sinal, é considerada a principal responsável pelo aumento nos casos de assaltos a #UBER em São Paulo.

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A empresa, que anteriormente só aceitava pagamentos com cartão de crédito, passou a aceitar pagamentos em espécie na capital paulista em agosto. De lá pra cá dois motoristas foram mortos em assaltos, um em setembro (com requinte de crueldade) e outro em outubro. Em uma pesquisa informal feita pela equipe de reportagem com 15 motoristas, 12 disseram já terem sido vítimas de tentativas de assalto. 

Uma das vítimas foi o analista administrativo Edson Nascimento, de 38 anos. Ele relatou ao Estadão seu dia de terror. "Aceitei uma corrida com pagamento em dinheiro. Quando cheguei ao destino, uma mulher sentou no banco de trás e um homem sentou na frente. Eles anunciaram o assalto e me fizeram dirigir alguns quilômetros até um beco deserto. Ainda era dia, por volta das 8 horas da manhã. No beco, outros assaltantes entraram no carro e cobriram minha cabeça com algum tipo de capuz.

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Implorei pela minha vida, disse que tinha família, que estava apenas trabalhando. Tive de rodar a cidade fazendo compras para eles no meu cartão. Só me liberaram por volta de meio-dia", relata. Após as quatro horas de horror, Edson, que está desempregado, decidiu que não iria mais trabalhar com o aplicativo.

Resposta da empresa

Apesar do evidente medo da categoria, o Uber se limitou a informar à imprensa que está colaborando com as autoridades policiais para esclarecer os casos.