A adolescente de 14 anos, Ana Clara Macena dos Santos, foi estuprada e morta, ao sair de uma festa no sábado (8). Seu corpo foi encontrado no domingo (9) em um barracão próximo ao local da festa, em Catanduva (SP). O principal suspeito do #Crime é um menor de 16 anos, que durante a reconstituição do crime, na tarde desta última terça-feira, 11 de outubro, mudou a versão dada anteriormente, afirmando ter agido sozinho. Alguns moradores chocados com o crime acompanharam toda a ação da polícia.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Hélvio Bolzani, ainda existe muita contradição nos depoimentos do menor, que na manhã desta terça-feira (11), disse em depoimento, que um comparsa de 17 anos teria participado da ação criminosa.

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Já na tarde da própria terça-feira, durante a reconstituição do crime, informou que agiu sozinho.

Hélvio Bolzani informou que, mesmo com a mudança da versão dada pelo adolescente de 16 anos, o menor de 17 anos já foi apresentado ao Ministério Público, e também teve prisão decretada por 45 dias. Os dois irão permanecer na cadeia de Catanduva, aguardando vaga na Fundação Casa, para serem transferidos.

O delegado informou ainda ao 'G1', que os dois não tinham passagens pela polícia. Ele não descarta a possibilidade de outros jovens estarem envolvidos na ação criminosa, mas de acordo com as informações fornecidas até o momento, acredita que os dois tenham agido juntos no crime.

Reconstituição do crime

Ao redor do barracão, onde foi encontrado o corpo da adolescente de 14 anos, muitos moradores estiveram no local na hora da reconstituição do crime.

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Todos estavam muito indignados - um homem conseguiu furar o bloqueio policial para ir atrás do menor, mas foi contido pelos agentes. O adolescente permaneceu todo o tempo com o rosto coberto, com uma camisa.

Uma escrivã participou da reconstituição, fazendo o papel da vítima. O rapaz mostrou os detalhes de como estuprou e matou a garota. Disse que usou um pedaço de madeira para matar a menina com uma paulada. Ele contou também aos policiais, que teria usado uma pedra para ferir a cabeça da adolescente.

Segundo o laudo do Instituto Médico Legal (IML), o corpo da adolescente apresentava sinais de violência sexual, uma lesão na vértebra da coluna, além de vários ferimentos pelo corpo. A causa da morte teria sido descrita pela lesão sofrida na coluna cervical.

O adolescente teria ido até a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Catanduva, juntamente com uma advogada, na manhã de terça-feira (11). Durante depoimento, informou que o autor do estupro seria o menor de 17 anos, versão que mudou na tarde do mesmo dia durante a reconstituição do crime.

A mãe da vítima, Maria Aparecida Caetano, pede justiça e afirma ter sido muita maldade o que fizeram com sua filha. "Judiaram da minha menina, da pior forma”, disse ela.

#Casos de polícia