A afirmação de uma das quatro adolescentes envolvidas na tortura de outra menor, em Goiânia, chocou até mesmos a juíza encarregada do caso. Ao contar como tudo aconteceu, a acusada disse que a ideia era bater até a rival morrer. E lamentou que ela e as amigas tivessem começado mas não terminado o serviço por serem “frouxas”.

As agressões, configuradas como tortura, ocorreram em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia. As imagens foram apreendidas em um celular de uma das autoras.

A vítima da violência, uma garota de 14 anos, ficou bastante machucada. Ela foi atingida golpes de um pedaço de madeira. Até um facão foi usado para a intimidação.

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De acordo com a Polícia Civil, as garotas que aparecem no vídeo tem entre 13 e 16 anos e confessaram ter jogado a vítima amarrada em uma cova para baterem nela.

Ciúmes de um rapaz seriam a causa das agressões. Diante da juíza, a menor de 14 anos relata que todas tinham raiva da vítima por ela estar interessada no ex-namorado de uma delas. Afirmou, ainda, que tinham em mente “bater nela, ela ia morrer e depois seria enterrada”.

Agressoras e vítimas frequentam a mesma escola.  A garota que apanhou foi convencida a ir na casa de uma das envolvidas. Assim que chegou, foi esfaqueada e agredida com um pau. A violência teria durado um período de quatro horas.

O grupo teve a preocupação até de cavar uma cova para enterrar o corpo. A vítima conseguiu fugir quando as garotas decidiram ir lavar as mãos e se afastaram.

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Já na rua, populares a acudiram e levaram a menina agredida para uma unidade de saúde. Espantados com o que viram, os funcionários do posto decidiram chamar a polícia.

Em entrevista, a torturada disse que só pensava que iria morrer. Mãe e filha tiveram que se mudar de endereço, com medo de novos desdobramentos do caso. Já as adolescentes acusadas de praticar os atos infracionais vão ficar 45 dias em um  centro de internação para menores.

A juíza responsável pelo caso, Karine Spinelli disse destacou a frieza das envolvidas. “É assustador. Nunca tinha me deparado com essa situação”.

#Crime #Casos de polícia