O Ministério Público Federal determinou que os cartazes com dizeres de “Fora Temer” sejam retirados do colégio Pedro II, localizado na zona oeste do Rio. Além disso, a procuradoria do órgão pede a identificação dos funcionários que têm incentivado os alunos a cometerem atos políticos dentro da unidade escolar.

A decisão surgiu após a denúncia do pai de um aluno, que viu que a escola estava ensinando nas aulas de história que o país estava vivenciando um golpe de Estado. O MP entendeu que essa conduta não condiz com o ensino de qualidade da escola pública, do qual o ensinamento deve ser correto, imparcial e livre de qualquer tipo de #Manifestação e doutrinação ideológica e política.

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O procurador Fábio Moraes de Aragão, assinou um documento que afirma que a doutrinação nas escolas é um atentado contra o intelecto das crianças e dos adolescentes, pois, devido a fragilidade etária que eles possuem, acabam absorvendo as ideologias como se fossem ensinamento verídicos, tornando-se reféns de algumas agendas partidárias que agem dentro do ensino público brasileiro.

O procurador ainda relata que o pai do aluno que denunciou o fato, conversou com a diretora da unidade escolar, Soraya Costa, ocasião em que a mesma disse que manteria os cartazes na escola, pois havia acontecido um golpe de Estado.

A unidade escolar também estimula o repúdio ao presidente da república, Michel Temer. O MP determinou a proibição desse tipo de comportamento. A Folhapress tentou contatar a diretoria da escola para saber sua versão dos fatos, mas ninguém respondeu aos repórteres.

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Fato tornou-se comum no Brasil

Conforme dito pelo procurador do caso, as pessoas que defendem a manutenção de cartazes desse tipo nas escolas e alegam que o país viveu um golpe, são representantes de agendas partidárias. Pelo Brasil, é comum ver reportagens de professores e alunos que realizam manifestações dentro de universidades em defesa de partidos de esquerda, comumente hostilizando e até agredindo quem não segue o movimento ou simplesmente veste uma camiseta de algum político ou ideologia distinta.

Recentemente, um policial civil, que é aluno de um curso de letras na UFC (Universidade Federal do Ceará), foi agredido por alunos e por um professor após aparecer na universidade, trajando uma camiseta do deputado Jair Bolsonaro. O caso ganhou repercussão nacional e o aluno denunciou os autores das agressões e hostilizações. #Justiça #Michel Temer