Um fato inusitado aconteceu em Londrina, no interior do Paraná, na sexta-feira, dia 28. Uma cobra cascavel foi encontrada dentro de um dos banheiros da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). Ela foi encontrada por um agente prisional no bloco III da unidade que em seguida acionou a Polícia Ambiental para fazer a captura da cobra e levá-la até uma mata próxima.  O agente não soube informar como o animal conseguiu entrar na penitenciária.

A hipótese de ter entrado no local em busca de alimentos é quase que remota, pois as cascavéis alimentam-se de pequenos roedores, mas também gostam de pequenas aves, coelhos, lagartos, e, algumas vezes, outras serpentes.

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Elas são vistas durante o dia, mas mantém hábitos crepusculares e noturnos. Essa espécie de cobra tem como característica o som de seu chocalho que é muito  forte. Ela lidera quando se trata do número de mortes causadas por acidentes que envolvem mordidas de cobras.

Um estudo do Instituto Vital Brazil, informa que somente no período de 1990 a 1993, o número de pessoas picadas por cascavéis passava de cinco mil. No mundo todo existem 35 espécies desse animal peçonhento, mas apenas uma delas vive em solo brasileiro. Trata-se da “Crotalus durissus”, que é encontrada com mais facilidade nas regiões áridas e semi-áridas do Nordeste, cerrados e os campos das regiões Norte, Sul e Sudeste.

O veneno mortal da cobra cascavel

O veneno dessa temível cobra é assustador, pois tem o poder de destruir as células sanguíneas de suas vítimas, além de causar lesões musculares e afetar os sistemas nervoso e renal.

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Na peçonha da cascavel é encontrada uma proteína que coagula muito rápido, o que faz o sangue da vítima ficar duro. No ser humano também é encontrada uma proteína semelhante, conhecida como trombina, que é ativada quando surgem machucados que transformam em casquinha no processo de cicatrização das feridas.

Nas células sanguíneas do corpo humano ainda existe uma segunda proteína conhecida como mioglobina. Quando as células são destruídas pelo veneno crotálico da cascavel, a mioglobina é expelida pela urina da vítima, assumindo uma cor avermelhada.

Ao ser picado por uma cascavel, a vítima geralmente não sente dor, segundo alguns relatos do Instituto Butantan. A pessoa picada por essa cobra não deve em hipótese alguma fazer torniquetes ou garrotes, porque piora a situação agravando a ação do veneno, podendo muitas vezes resultar na amputação do membro atingido. Também não é indicado enfaixar a ferida.

O que pode ser feito é lavar o ferimento com água e sabão ou até mesmo com soro fisiológico, porém, o melhor a se fazer é encaminhar a vítima o mais rápido possível para um atendimento hospitalar e, se possível, com a cascavel.

Dessa forma é possível fazer a identificação do animal e, assim, administrar corretamente o soro antiofídico. Se não conseguir capturar a cobra, recomenda-se observá-la bem para conseguir fazer uma boa descrição ao médico para aplicar o soro correto. #Bizarro #Brasil #Animais