Parece piada, mas não é. O tenente-coronel e padre Osvaldo Palópito foi condenado a cumprir 26 anos de prisão, em regime fechado, por ter desviado R$ 673 mil de doações de fieis. O religioso vinha sendo investigado desde setembro de 2014, quando a quebra dos sigilos bancários e telefônicos do mesmo corroboraram com as suspeitas de irregularidades

Durante a fase de escutas telefônicas, indícios apontavam que o religioso poderia ter desviado mais de R$ 2 milhões. Desde 2009 havia suspeitas sobre a conduta do capelão, no entanto, foi através de uma operação de busca e apreensão em uma casa do ex-capelão, no litoral norte de São Paulo, que ocorreu em meados de 2015, que foram encontrados os indícios que o levaram a prisão.

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Ele mantinha duas contas bancárias, uma em nome dele e uma em nome da igreja. Mas a diocese nunca foi informada sobre isso. Outro detalhe da “vida secreta” de Palópito era uma amante, com quem ele foi fotografado saindo de um motel.

De acordo com a Justiça, Palópito cometeu os crimes de peculato, falsidade ideológica, abandono de posto e exercício do comércio. O dinheiro desviado foi utilizado para comprar carros importados e até mesmo um apartamento de cobertura, no litoral paulista.

Como a condenação é em primeira instância, Palópito poderá recorrer em liberdade. Atualmente, ele celebra missas em Mogi das Cruzes, na grande São Paulo. Os crimes ocorreram quando ele era capelão da Igreja de Santo Expedito, na capital paulista.

Escândalo abalou os fieis

Quando começaram as especulações, muitos fieis não acreditaram que poderia ser verdade, mas logo que os rumores foram ficando mais fortes e a investigação aumentava, muitos se mostraram abalados.

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Como Osvaldo Palópito é tenente-coronel reformado e atuava como capelão da Polícia Militar do Estado de São Paulo, o governo chegou a pedir que ele seja excomungado da Igreja Católica. Aliás, o caso foi tão grave e abalou tanto a corporação que o cargo de Capelão da PM foi extinto.

O pedido para que Palópito seja excomungado ocorreu em 2015, e veio acompanhado de um pedido para que ele também seja retirado do quadro de servidores do estado. Como tenente-coronel reformado, ele recebe uma aposentadoria de aproximadamente R$ 16,5 mil por mês. #Brasil #Religião #Corrupção