Felipe de Souza, morador de Cariacica, na região metropolitana do Espírito Santo, confessou ter assassinado a namorada de apenas vinte anos, com golpes de faca. Felipe disse para a polícia que faria tudo de novo, se fosse preciso.

Maynara Fernanda estava grávida de cinco meses e foi morta a facadas em frente ao seu filho de dois anos de idade. O #Crime aconteceu no meio da rua, o que possibilitou que houvessem testemunhas. Felipe foi levado para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa e liberado após registro da ocorrência. Tudo isso devido a lei eleitoral, que não permite a prisão de ninguém entre dois dias antes das eleições e dois dias depois, salvo no caso de flagrante delito.

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O objetivo da lei é evitar que as pessoas percam o seu “direito” de votar. A faca usada para matar Maynara foi entregue para a polícia, pelo próprio assassino.

Motivação para o crime

Felipe contou para a polícia que conheceu a moça a pouco tempo e que já sabia que ela estava grávida do ex-namorado quando a conheceu. Eles começaram a se relacionar, mas a moça anunciou que queria terminar o romance, pois conversou com o ex-namorado e pai da criança, e que eles iriam reatar.

O criminoso ficou irritado e se sentiu traído. Durante uma briga no domingo de eleição, 2, Felipe tomou posse de uma faca e planejou o assassinato. A mãe do assassino disse que o filho sofre de distúrbios mentais e que às vezes é muito agressivo e que ela sempre avisou as namoradas dele sobre esse fato, entretanto, por fazer pouco tempo que Felipe e Maynara estavam juntos, não teve a oportunidade de alertá-la.

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A TV Record conseguiu conversar com o assassino na delegacia, ocasião em que ele afirmou não estar arrependido pelo crime, pois a vítima “mereceu”. Também disse que faria tudo de novo e não tinha planos de se entregar, de forma que só o fez pela sua família. Logo após matar a jovem, Felipe fugiu para a casa de uma tia e de lá a polícia foi acionada para levá-lo para a delegacia.

O criminoso foi autuado pelo crime de feminicidio, que consiste no assassinato de uma mulher pelo simples fato dela ser mulher. O tipo penal foi questionado, uma vez que além do ódio e desprezo que agem para que o criminoso mate a vítima de feminiciio, é preciso que exista a agravante de discriminação e no presente caso, houve um crime passional premeditado, uma vez que o próprio autor assumiu que planejou matá-la, logo após ser rejeitado e terem uma briga. Felipe responderá ao processo em liberdade. #Violência #Casos de polícia