A fome e o desespero moveu uma mulher de 44 anos a praticar o #Crime de furto, na cidade de Chupinguaia, em Roraima.

Flagrada com a boca na botija pelo morador da casa que ela invadiu. A acusada, que está desempregada, acabou presa. E o rapaz que a denunciou agora se arrependeu e procurou a polícia para tentar retirar a queixa. 

O furto foi registrado em uma residência do bairro Cone Sul, nesta quinta-feira (13). Por volta do meio dia, o proprietário da casa presenciou a acusada mexendo na sua geladeira e imediatamente chamou a polícia.

O caso foi registrado na delegacia de Vilhena (RO), para onde a vítima se encaminhou depois para tentar suspender a queixa e livrar a desempregada da prisão.

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A justificativa para o arrependimento foi um peso na consciência que o dono do imóvel sentiu depois. Ele ponderou que, embora ela tenha errado, não acha justo que a mulher fique encarcerada pelo desejo humano de matar a fome.

O rapaz tem 20 anos, não quer ser identificado, mas disse aos órgãos de imprensa locais que a moça foi flagrada levando apenas alimentos. Havia coisas de valor, mas ela pegou apenas comida.

O jovem percebeu que a porta dos fundos estava arrombada. Ao se deparar com uma estranha dentro de sua cozinha, levou um susto. Procurou manter a calma e acionou a polícia. E logo depois a desempregada correu. Os policiais, no entanto, conseguiram captura-la e a recolheram à delegacia da cidade vizinha.  Isso porque o dono da casa fez buscas pelo bairro e identificou a suspeita caminhando por uma rua próxima e chamou de novo a viatura.

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Já diante do escrivão da delegacia de Vilhena, o denunciante arrependido descobriu que não teria como retirar a queixa por furto. Segundo o profissional que o atendeu, quando se trata de furto, após o crime ser oficializado em boletim de ocorrência, não é possível suspender a denúncia.

Ao ser questionada pelas autoridades, a presa em flagrante justificou a atitude pela falta de emprego e por estar passando por problemas financeiros. Logo depois de ser ouvida, ela foi encaminhada ao presídio feminino.

O jovem que tentou retirar a queixa disse que não conseguiu conviver com a pena que passou a sentir da mulher depois que soube, por vizinhos, que ela já havia invadido outras casas, mas sempre para furtar comida e, nunca, objetos de valor ou dinheiro.

Ele contou que a moça não pegou celular, tablet e outros objetos caros que estavam ao seu alcance.

A Polícia Civil informou que a desempregada permanecerá na cadeia, e que foi indiciada por furto de residência. #Casos de polícia