#Roberto Carlos está indiretamente na mira da Polícia Federal. O cantor conhecido como o Rei da música brasileira e por aparecer na televisão uma vez por ano - em um show especial - na TV Globo, teve shows bancados por desvios de uma polêmica legislação, a Lei Rouanet. Criada para apoiar artistas das mais variadas tendências, a Rouanet virou alvo de ataques, com políticos de todos os lados tendo uma opinião sobre o assunto. Os contrários à ela dizem que o Partido dos Trabalhadores (PT) fez uma boquinha durante seu governo e que, por isso, a ex-presidente Dilma Rousseff foi apoiada por diversas celebridades. 

Muito inspirados na expressão "Boquinha", agente da Polícia Federal, segundo o site da Revista Veja, iniciaram nesta quinta-feira, 27, a segunda etapa da 'Operação Boca Livre'.

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Nela, muitas empresas estão encrencadas por estarem aliadas à Bellini Cultural, companhia especializada em apresentações que é acusada de saquear os recursos da Rouanet. Lembrando que nessa lei, os produtores culturais apresentam seus projetos ao Ministério da Cultura, que aprova ou não que esses possam captar recursos. Em troca, as empresas que dão a grana tem um desconto no imposto de renda. Ou seja, ela tem seu nome divulgado e ainda economiza um bom dinheiro. 

O problema é que muitas empresas fizeram abuso da lei, patrocinando até festas da firma e casamentos de filhos de sócios com a Rouanet. Agora 29 marcas famosas estão sendo investigadas por sua relação com a Bellini Cultural. Na lista, nomes conhecidos, como Volvo, Banco Bradesco, Volkswagen e até a Perdigão. Ao todo, os desvios, segundo a operação, teriam superado R$ 25 milhões.

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Essas marcas tiveram apresentações bancadas com os desvios da lei. Nas apresentações, nomes muito conhecidos, como o do Rei Roberto Carlos, citado no começo dessa reportagem. 

Além do dono do especial de fim de ano na Globo, o jurado do 'The Voice', Lulu Santos, João Bosco, Zizi Possi, Ana Carolina, Toquinho, Adriana Calcanhoto, Ed Motta e até o maestro João Carlos Martins.