Nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (25), uma servidora da Secretaria de #Saúde da capital sergipana se acorrentou ao portão de entrada do prédio. A mulher de pré-nome Ivânia Alves reclama que está com os seus vencimentos em atraso. Então, a fim de chamar a atenção das autoridades que compõem esta secretaria, resolveu tomar essa atitude.

Servidores chegaram logo cedo à porta da secretaria, já protestando contra o atraso do salário e cobrando uma resposta do gestor municipal. Desde semana passada, na última sexta-feira, a prefeitura tomou uma decisão que deixou os funcionários ainda mais indignados. Além de pagar os vencimentos dos servidores em atraso, resolveram pagar por ordem alfabética os mesmos, anunciando que os demais receberão somente no final do mês.

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Diante desse comunicado, e resposta do gestor municipal aos servidores públicos desta instituição, bateu o desespero na servidora, que desabafou dizendo que tem dois filhos para criar, além do aluguel atrasado e de em sua mesa já faltar alimento. E lembrou que isso não está acontecendo somente com ela.

Mesmo após o governo e a prefeitura de Aracaju terem feito investimentos na saúde pública e ambos terem ultrapassado o mínimo constitucional obrigatório para ser investido no setor, ainda assim a saúde pública em Sergipe não é nada boa. Prova disso é que em Aracaju, os problemas se repetem: falta de materiais e hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e postos de saúde superlotados.

Em nota, o secretário de comunicação, Carlos Batalha, ressalta que a situação é de grande dificuldade, mas a prefeitura está tomando as devidas providências para solucionar a situação.

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Vinte anos depois dos primeiros passos para sua criação, o SUS encontra dificuldade para atingir o nível de excelência de sistemas públicos de saúde de outros países. Houve uma época em que a descentralização dos serviços de saúde em Sergipe tinha gerado grandes resultados e reduzido consideravelmente a demanda espontânea e transferência ao #Hospital de Urgência (Huse), sendo referência no atendimento aos casos de alta complexidade. Por mês, os seis hospitais da região somavam mais de 40 mil atendimentos. Hoje está muito abaixo desse número. #Trabalho