Na última segunda-feira (24), a advogada Vanessa Maria Vilches Lombardi, de Curitiba, usou palavrões em uma ação redigida em causa própria contra a empresa Vivo, tutelada pela Telefônica Brasil. A causa foi registrada e intitulada como ‘Ação foda-se a Vivo, não pago porra nenhuma e ainda quero uma indenização pela palhaçada’, parece que a advogada não previu a repercussão que a ‘brincadeira’ pudesse causar.

O juiz Rodrigo Domingos Peluso Junior, do 3º Juizado Cível de Curitiba, ao ler o processo disse que a profissional faltou com respeito com a outra parte, e que usou de palavras de baixo calão, inapropriadas para um processo judicial.

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Diante da confusão e da visibilidade que tomou o caso, Vanessa pediu o arquivamento do processo na última terça-feira (25), mas não se livrará de uma investigação que será realizada pela Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB/Paraná). O juiz determinou o envio de cópias do processo ao presidente da OAB, e pediu que todas as medidas punitivas e cabíveis fossem tomadas.

A OAB emitiu um comunicado dizendo que diante da representação do juiz e da constatação da infração ética cometida, um processo disciplinar será aberto contra a advogada em exercício. Já Vanessa alegou que só redigiu uma ação dessa maneira, depois de receber um horrível atendimento por parte da empresa, e de se sentir desrespeitada pela companhia telefônica que a tratou como um ‘lixo’. Diante do fato a advogada diz ter ficado extremamente irritada, e que ao redigir o documento, diante desses sentimentos, usou realmente palavras inapropriadas para o meio judicial.

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O escritório da qual faz parte Vanessa, não percebeu o título da ação, pois ficou mais preocupado e atento na hora da revisão dos fatos, à redação da peça, não se atentando para o desabafo da profissional. Ela alegou ainda que assim que o erro foi constatado, o pedido de arquivamento do processo foi solicitado, para que não houvesse maiores problemas diante do fato. A empresa Vivo, que de acusada passou a ser vítima, não se pronunciou sobre o caso. #Investigação Criminal