Com a crise econômica que atinge a Venezuela, com uma inflação gigantesca de 450%, muitos venezuelanos têm atravessado a fronteira do país para comprar comida e até para trabalhar. Alguns deles, entretanto, sob os reflexos do socialismo de Nicolás Maduro, têm invadido propriedades privadas.

Um moradora de Roraima conta que desocupou sua casa para poder começar uma reforma no imóvel, mas quando chegou, havia cinco venezuelanos morando no local. Ela exigiu que eles saíssem, ocasião em que disseram que não sairiam, pois não tinham para onde ir. Por terem encontrado a casa vazia, decidiram adentrar. A engenheira demorou um mês para conseguir a reintegração do imóvel, precisando constituir advogado para ter sua casa de volta.

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Uma outra moradora, também do estado de Roraima, está com sua propriedade invadida e não sabe o que fazer para retirar os venezuelanos do local. Ela conta que chegou em casa brava e queria que os estrangeiros deixassem sua casa, mas se deu conta que além de dois casais, havia nove crianças na residência.

O governo de Roraima confirmou que 30 mil venezuelanos entraram no estado através da fronteira, mas eles não possuem informações sobre quantos deixaram o país após fazerem compras e quantos ficaram no Brasil. A quantidade de estrangeiros na capital, Boa Vista, é nítida. Existem pessoas vivendo nas ruas e calçadas, além daqueles que desafiam as leis e invadem propriedades. Vale ressaltar que não são todos que optam por invadir propriedade privada, mas apenas alguns grupos. Muitos estão trabalhando em supermercado e comércios em geral de Boa Vista.

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O governo de Roraima não possui um abrigo para estrangeiros e o Brasil não proíbe que as pessoas adentrem o país pelas fronteiras. Em determinados locais, existem autoridades que fazem uma revista para saber se os estrangeiros não estão entrando no país com armas ou drogas, mas de uma forma geral, a entrada é livre para qualquer um.

Além dos venezuelanos, o Brasil ainda abriga milhares de haitianos, que também chegam ao Brasil pelas fronteiras e sem ter onde se hospedar, sem documentos e sem saber falar o idioma, acabam vivendo nas ruas ou, em sua minoria, em abrigos de grupos de apoio. Há quase dois anos, o governo do Acre chegou a enviar um ônibus com diversos haitianos para São Paulo, alegando que o estado não tinha como mantê-los. O caso gerou polêmica, principalmente entre os governos dos dois estados. Já os haitianos, ficaram vivendo em um abrigo de uma igreja, que logo ficou lotado e sem capacidade para receber mais ninguém.

Por enquanto, os venezuelanos estão mais concentrados em Roraima, por conta da fronteira, mas também se encontram próximos das divisas de estados vizinhos.

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Por não terem dinheiro, não conseguiram se espalhar para outros estados, como os haitianos têm feito. Com a situação complicada na Venezuela e o golpe de Estado declarado pela assembleia venezuelana nesse domingo, 23, a tendência é que o Brasil seja alvo de mais imigrantes. #Crise #Crise econômica #Crise migratória