Quais são os limites da violência? Essa é uma pergunta que certamente há uma certa dificuldade para ser respondida. Nesta segunda-feira, 04, por exemplo, um vídeo envolvendo cinco menores de idade chocou o Brasil. Ele mostra uma menina de treze anos sendo ameaçada de morte por quatro outras suspeitas. As garotas fazem tudo com extrema crueldade e ainda filmam parte da ação, afim de rever o que aconteceu ou então de mostrar para outras pessoas. O caso absurdo, que faz voltar a discussão sobre a menoridade penal no Brasil, aconteceu na cidade de Trindade, em Goiás, a não tantos quilômetros assim da capital federal, Brasília, onde as leis são assinadas. 

A polícia apreendeu o aparelho telefônico de uma das garotas.

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Nele, os agentes encontraram um vídeo que exibe pelo menos duas das garotas agredindo a menor. Elas usam uma machadinha e um pedaço de maneira para realizar a ação. Segundo informações da Polícia Civil, a crueldade foi tanta, que as meninas tiveram atos sórdidos e quiseram gravar elas mesmas o conteúdo. O motivo do crime, segundo os agentes que investigam as meninas, seria ciúmes. Tudo porque a menina de treze anos estaria supostamente interessada no namorado de uma das outras meninas. A violência foi friamente calculada, como disseram as próprias adolescentes, que não mostraram qualquer arrependimento pelo o que fizeram.

A falta de arrependimento acabou impressionando os próprios policias, que estiveram à frente da ação. Em entrevista dada ao telejornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo de Televisão, uma das menores agressoras diz que a intenção era realmente assassinar a vítima.

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A reportagem mostra que até uma cova foi feita. A garota somente não morreu porque suas agressoras bateram tanto nela que ficaram cansadas e foram beber água. A partir daí, ela conseguiu sair do local e chamar ajuda. A menina foi levada para um posto de saúde. “No nosso pensamento, nós ia bater nela e ela ia morrer e nós ia enterrar ela [sic]. Só que aí não deu certo”, contou uma das meninas apreendidas.  #Crime #Investigação Criminal