O prazo para o empregador pagar a primeira parcela do 13º salário vence na semana que vem, no próximo dia 30 de novembro. Já a segunda parcela deverá ser quitada até o dia 20 de dezembro. O trabalhador deve ficar atento ao fazer as contas para programar o pagamento de dívidas e as compras de final de ano porque a segunda parcela é sempre menor. Sobre ela, incidem descontos como imposto de renda, INSS e pensão alimentícia.

Além do salário nominal, devem entrar no cálculo do 13º as horas extras, adicional noturno, gorjetas e comissões. Mesmo quem não trabalhou o ano inteiro tem direito ao benefício, que será proporcional.

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Para chegar ao valor, pegue o seu último salário, ou a média dele no caso de a renda ser variável, divida por 12 e multiplique pelo número de meses trabalhados. Mas atenção: se você trabalhou menos de 15 dias no mês em que entrou na empresa, este mês não entra na conta.

O empregador pode optar também por fazer o pagamento em parcela única, com vencimento também em 30 de novembro. Caso a empresa não faça o pagamento, a melhor forma de solucionar o problema é buscando um acordo com o patrão, solicitando, se necessário, apoio do sindicato da categoria. Uma última opção, em caso de não haver um entendimento, é procurar um advogado para avaliar a possibilidade de ingressar com uma ação na Justiça.

Como usar o dinheiro

A dica não é nova, mas é sempre bom lembrar que a melhor aplicação para o 13º salário é o pagamento de dívidas.

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Priorize aquelas que cobram taxas de juros maiores, como cartão de crédito, que chega a cobrar taxas de até 500% de juros ao ano, e cheque especial.

Também é bom não esquecer que as despesas do começo do ano são bem mais pesadas, pois incluem pagamentos de impostos, como IPVA e IPTU, material escolar, além da fatura do cartão de crédito das compras efetuadas durante o período de festas.

No início de outubro, uma pesquisa da Associação Comercial de São Paulo mostrou que a maioria dos brasileiros, 42,5%, vai usar o 13º salário para quitar dívidas. Outros 22,5% dos entrevistados ainda não sabiam o que fazer com o e 20% pretendia poupá-lo. #Dinheiro #Crise econômica