Na manhã da última quarta-feira (9), o corpo da jovem advogada de 25 anos, identificada como Ariadne Wojcik, foi encontrado já sem vida pela Polícia mato-grossense, no Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), em Chapada dos Guimarães, distante 70 km de Cuiabá. Na ocasião, antes de se suicidar, a jovem teria postado um comentário em sua página pessoal do Facebook, onde afirmava ser vítima de #Assédio Sexual cometido por seu professor, no período em que ela estagiou no escritório de advocacia do mesmo

Segundo informações, ela deslocou-se de táxi até o local do suicídio, e, logo em seguida, acabou pulando de um ponto elevado da cidade.

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Ao ser entrevistado por jornais locais, o professor Rafael Santos de Barros, suspeito de assédio sexual, acabou negando todas as acusações. Ele alega que Ariadne sofria de depressão, e ressaltou que a relação entre ambos era restritamente profissional. Segundo sua versão, a moça havia pedido demissão de seu escritório em agosto. E, a partir daí, ela começou a lhe mandar mensagens acusando-o de ter grampeado seu telefone, além de mandar instalar câmeras de segurança ao redor de sua casa e etc.

Rafael ainda conta que chegou a avisar a reitoria da UnB (Universidade de Brasília), sobre as acusações. Além disso, chegou notificar a família da jovem sobre o incidente. Na ocasião, ele teria pedido para que os familiares não registrassem queixa na Polícia, uma vez que a jovem estava passando por problemas psiquiátricos.

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De acordo com a publicação da carta deixada pela jovem, ela relata ter começado seu estágio super animada, dando a entender que estava gostando do trabalho, onde faz questão de elogiar seu professor como uma pessoa inteligente, brilhante, eficaz, etc. Em outro trecho da carta, Ariadne relata que a relação entre ambos começou a ficar estranha. Na ocasião, o professor começou a presenteá-la com frequência, e sem a menor justificativa.

Ainda, de acordo com o relato, a jovem afirma ter recebido inúmeras mensagens de texto em seu WhatsApp. Segundo ela, todas eram enviadas pelo professor. Na ocasião, ela descreve as mensagens como fora do contexto, com diversos elogios como, ''sou teu fã, você é demais''. A advogada ainda destaca que algumas mensagens eram perguntas relacionadas a sua vida pessoal.

Em outro trecho da carta, a jovem desconfiava estar sendo monitorada pelo professor, onde afirma que ele sabia de todos os lugares que ela costumava frequentar. Além disso, estava ciente do teor de suas conversas no WhatsApp. Mesmo como o novo emprego, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em Cuiabá, a jovem acreditava estar sendo perseguida.

Ela acreditava que, em Cuiabá, estaria a salvo do professor. Mas faz um desabafo dizendo que ele nunca desistia. No fim, a jovem relata que está cansada das armações do professor. Deixando a entender que sabia das artimanhas fraudulentas do ex-professor, pedindo para alguém detê-lo. #Curiosidades #Casos de polícia