Depois das diversas manifestações, ocupações e greves instauradas no país, diversas pessoas se reuniram em Brasília contra a PEC 55, que congela os gastos públicos, podendo levar a uma redução ainda maior dos investimentos em saúde e educação, os quais já são baixos.

Antes de chegar ao Senado, a PEC, anteriormente numerada como 241, foi aprovada em duas sessões na Câmara. Os esforços do presidente #Michel Temer envolveram um jantar, em outubro, com gastos de pelo menos R$50 mil, no qual reuniu parlamentares para debater sobre a Proposta de Emenda à Constituição e garantir quorum para a votação. Na noite de 16 de novembro, o presidente recebeu ainda senadores aliados em outro jantar.

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No início deste mês, Temer deu declarações ironizando as ocupações nas escolas e manifestações, dizendo que as pessoas que atuam nos protestos não estão dispostas a argumentar verbalmente - ainda que os atos só tenham sido deflagrados justamente porque o governo decidiu ignorar a opinião de toda a população contra a PEC - e chegou a insinuar que muitos nem sabiam o significado da sigla.

A dissimulação descarada do presidente causa ainda mais indignação entre pessoas que temem o desenrolar das medidas e que, conhecendo a história do país, podem prever quem serão os maiores prejudicados quando se institui a contenção de gastos: os mais pobres.

Nesta terça-feira, 29 de novembro, pessoas de todo o país se uniram em Brasília para protestar contra a PEC 55 e a reforma do ensino médio. Apesar da presença de menores de estudantes e menores de idade, a tropa de choque na PM não hesitou em reprimir o protesto com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta, além de agredir a muitos individualmente.

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A violência policial tem sido recorrente em atos contra a Proposta de Emenda e a Medida Provisória que altera pontos importantes do Ensino Médio sem ter havido um debate. No caso da PEC, o texto não aponta para como os gastos serão direcionados, não havendo garantia alguma de que os investimentos sociais - principalmente em saúde e educação - sejam, pelo menos, mantidos. As mudanças no ensino são, no mínimo, incoerentes quando comparadas à PEC, pois o aumento da carga horária implica em maiores gastos. Além do mais, a possibilidade de contratação de indivíduos sem ensino superior - por notório saber - faz com que pessoas sem didática sejam colocadas para dar aulas, fato que prejudica a luta do professor por uma valorização da carreira.

A situação em que nos encontramos é, literalmente, difícil de acreditar, por conta do caráter anti-democrático que agora toma conta do governo, de olhos e ouvidos fechados para a população brasileira. #pec 241 #Crise-de-governo