Sistemas como o #UBER são criados visando à praticidade e segurança que deveriam oferecer aos usuários, como alternativa aos táxis. Contudo, um problema tem chamado a atenção das mulheres que optam por usar o serviço alternativo: o número de assédios.

Mulheres têm denunciado como motoristas fazem perguntas indiscretas e avanços sobre elas, ou as procuram depois, por meio das redes sociais ou pelo celular, tirando proveito dos dados aos quais têm acesso devido ao aplicativo.

Recentemente, uma adolescente de 16 anos afirmou que um motorista a chamou para sair depois de fazer várias perguntas e, mesmo depois de a garota ter insistentemente negado e contado a ele sua idade, a resposta que recebeu do sujeito foi um "e daí?".

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Ela confirma que notificou o caso à empresa, mas não obteve resposta.

Segundo a página "Agora", do UOL, o Uber informou, por meio de nota, que os motoristas que cometem qualquer ato violento são automaticamente desligados e descadastrados do serviço, contudo, o relato de algumas passageiras revela que, em certos casos, a empresa simplesmente estorna o valor da corrida ou oferece desconto na próxima viagem.

Em julho, uma jovem tornou público, pelo Facebook, sua experiência com um motorista em Belo Horizonte. Ao solicitar um carro juntamente a suas amigas, ela ficou por último e, estando sozinha no carro, relata que o motorista fazia perguntas invasivas e que colocou, diversas vezes, a mão em sua perna. Já no bairro em que morava, ele pediu que a mulher o beijasse e chegou a parar o carro.

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O caso dela não é o único e muitas mulheres têm recorrido às redes sociais para fazer suas denúncias e alertar sobre o problema.

O medo de que algo aconteça tem levado as usuárias desse serviço a adotar estratégias de segurança, como fotografar a tela do celular que mostra os dados do motorista e enviá-la para grupos de amigos nas redes ou no WhatsApp. Outras compartilham seus trajetos ou, ainda, ligam (ou fingem ligar) para os pais assim que entram no carro.

Num grupo no Facebook, uma jovem passou a compilar uma lista de cadastrados no Uber que cometeram algum #Assédio, a fim de criar um documento que possa ser compartilhado para alertar as usuárias sobre quais condutores elas devem evitar.

O aplicativo 99Taxis tem oferecido, desde outubro, a opção de solicitar por uma motorista mulher para passageiras nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. A iniciativa tem agradado às usuárias, mas outros aplicativos não demonstraram, até o momento, interesse em adotar o mesmo sistema.