A chuva de meteoros Taurídeos (ou Taurídeas) alcançará o ápice na madrugada de sábado para domingo (5), segundo informa o Observatório Nacional. Apesar desta chuva ser pouco brilhante, a Lua próxima da fase crescente não irá ofuscar os meteoros.

Astrônomos esperam que sejam observados até sete meteoros por hora. Acredita-se que esses meteoros sejam provenientes da passagem do #Cometa #Encke.

Como observar?

Para observar os Taurídeos você deve procurar um local escuro, longe de postes ou outras fontes de luz, que poderiam ofuscar seus olhos. Quanto mais escuro for o local mais chance você terá de observar os meteoros. Recomenda-se sentar-se em uma cadeira confortável voltada para a direção do horizonte norte.

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Os meteoros vão surgir a partir da constelação de Touro, próxima das “Três Marias”, as três estrelas que formam o cinturão da constelação de Órion.

Não são necessários telescópios, binóculos ou qualquer outro instrumento para observar essa chuva de meteoros.

Meteoros

Conhecidos popularmente como "estrelas cadentes", os meteoros são pequenos objetos que vagam pelo espaço e que eventualmente entram em nossa atmosfera. Por viajarem em alta velocidade, ao atingirem nossa atmosfera, eles queimam em contato com o oxigênio, deixando um rastro brilhante no céu. A maioria dos meteoros que entram na nossa atmosfera tem o tamanho de um grão de arroz.

As chuvas de meteoros são causadas por cometas. Conforme os cometas viajam pelo Sistema Solar, eles deixam uma nuvem de detritos por onde passam. Quando a Terra ultrapassa uma dessas nuvens, observamos as chuvas de meteoros.

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Elas ocorrem durante todo o ano, podendo ser observados até 100 meteoros por hora.

Encke

O cometa Encke foi o segundo periódico descoberto após o famoso Halley. Ele possui o menor período de translação ao redor do Sol: cerca de três anos. Ele viaja entre as órbitas de Júpiter e Mercúrio. Sua próxima passagem perto do Sol ocorrerá em março de 2017.

O cometa foi descoberto em 1786 pelo astrônomo francês Pierre Méchain, no entanto ele recebeu o nome em homenagem ao alemão Johann Franz Encke, por ter descoberto que os cometas observados em 1786, 1795, 1805 e 1818 eram na verdade o mesmo cometa.

Acredita-se que o cometa Encke seja parte de um cometa maior que se fragmentou em vários pedaços nos últimos 30 mil anos. Por ser periódico, o cometa já deve ter perdido a maior parte do seu material volátil e, em pouco tempo, ele deixará de ser um cometa para se tornar num simples asteroide. #Meteoro