Na tragédia aérea que levou a vida da maior parte da equipe de jogadores e diretores da #Chapecoense e mais dezenas de jornalistas,na madrugada dessa última terça-feira (29), um dos poucos sobreviventes, Erwin Tumiri, membro da tripulação, contou em entrevista exclusiva que só conseguiu sobreviver ao acidente porque seguiu à risca as regras e exigências dos protocolos de segurança de acidentes aéreos.

De acordo com Tumiri, enquanto ele fez tudo adequadamente bem para proteger a sua própria vida, outras dezenas de pessoas – mais de 70 – buscavam sair dos seus locais na tentativa de encontrar algum lugar para se proteger do impacto.

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Sobrevivi porque segui os protocolos. Naquela situação, muitos se levantaram das cadeiras e começaram a gritar”, conta o membro da tripulação. Ele explica que no momento de pânico e apuros, Erwin procurou colocar as malas entre as suas próprias pernas, na intenção de formar a posição fetal que é recomendada nos acidentes aéreos. Na entrevista concedida à Rádio Caracol, Tumiri disse que isso ajudou bastante para que ele permanecesse vivo. Além de Tumiri, outra pessoa membro da tripulação também conseguiu sobreviver ao acidente, Ximena Suárez.

Já os comissários Gustavo Encinas, Ângel Lugo, Alex Quispe e os pilotos Sisy Arias, Miguel Quiroga e Ovar Goitia não conseguiram se salvar e acabaram perdendo a vida no acidente. Na manhã da terça do acidente, muitas foram as informações dos números de mortos da tragédia.

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Alguns veículos de informação chegaram a anunciar que cerca de 76 passageiros acabaram perdendo a vida, no entanto, no final do mesmo dia, os números oficiais de mortos e sobreviventes foram divulgados pelo diretor da Unidade Nacional para a Gestão de Riscos de Desastres, Iván Márquez Pérez, que contou que foram 71 mortos e seis feridos.

Entre eles havia 19 jogadores da Chapecoense, Delfim Peixoto, presidente da Federação Catarinense de Futebol e alguns jornalistas. Já com relação aos sobreviventes, além dos dois membros da aeronave, outros três atletas da Chape também saíram com vida: Neto, Follman e Alan Ruschel. O jornalista Rafael Henzel também saiu com vida da tragédia.