Corpo da advogada Ariane Wojcik, de 25 anos, que estava desaparecida, após desabafar na internet, em um post onde denunciava assédio por parte de um professor de estágio, foi encontrado pelo Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), na Chapada dos Guimarães, o ponto turístico fica localizado há 65km de Cuiabá. A polícia anunciou uma abertura de inquérito para apurar as causas da morte da jovem.

A jovem foi nomeada numa vaga, nesta última terça-feira (8), para trabalhar no Tribunal de Justiça do Mato Grosso, Ariane iria trabalhar com um desembargador, e tomaria posse da vaga nesta quarta-feira (9), mas não compareceu.

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De acordo com informações da Polícia Civil ao site notícias do G1, o corpo foi encontrado no Mirante um dos pontos turísticos do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães. O reconhecimento do corpo da advogada foi feito por um tio. As causas da morte serão investigadas pela polícia.

A advogada sumiu após fazer um post, em sua rede social. Nele, a jovem relata alguns detalhes de assédio cometido por um professor do estágio, em um escritório de advocacia, em Brasília. Durante a jornada de trabalho, a estagiária começou a ser presenteada pelo homem. Ela contou, na publicação, que no início não percebeu o assédio, mas depois as coisas teriam ficado muito estranhas. Pois o professor começou a monitorar toda sua vida. Ele sabia aonde ela ia, monitorava o conteúdo visto por ela em seu computador pessoal, sabia até o teor das conversas que ela tinha.

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Conhecia também toda rotina, sabia o horário que ela saia e chegava em casa.

Na mensagem, Ariane explica que, por esse motivo, largou o emprego em Brasília, e foi para Cuiabá, sua cidade natal. Ela contou no post que achou que ela, estando em outra cidade e em outro emprego, as coisas seriam diferentes, porém, as perseguições continuaram, o que teria causado na jovem uma mudança de comportamento. Segundo ela, o homem teria feito o mesmo em Brasília para que ela parecesse desequilibrada. Em alguns trechos da mensagem, ela descreve a situação, informa a persistência dele e afirma: “ele nunca desiste, nunca.” Em outra parte do texto ela completa: “Eu estou exausta e não tenho mais forças para tentar me desvencilhar das artimanhas dessa mente doentiamente perversa e egocêntrica. Cheguei no fim da linha”.

No final do texto, a jovem ainda pede socorro, pedindo que alguém ajudasse, pois sabia que ele não iria parar, porque ele não se arrependia, e pede que alguém faça alguma coisa.

A polícia segue investigando o caso, em busca de mais informações que possam esclarecer e encontrar o culpado pela morte da jovem. #Crime #Investigação Criminal