A proposta de emenda constitucional (#pec 241/55) que limita os gastos públicos, gerou mobilização da população brasileira, que mais uma vez foi às ruas protestar. Houve paralisação nos meios de transporte e escolas.

Aprovar a referida PEC é uma das principais metas do #Governo de Michel Temer, que pretende com isto reequilibrar as contas públicas e recuperar a economia. Aprovada na Câmara do Deputados, para entrar em vigor a emenda precisa da aprovação no Senado. Caso seja aceita, serão limitados os gastos por 20 anos, com correção pela inflação do ano anterior.

O que leva os estudantes e professores às ruas é a premissa de que cerca de R$ 24 bilhões deixarão de ser investidos por ano na educação, segundo estimativa da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara.

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O investimento atual no setor é de 18% dos impostos, o que deve ser drasticamente reduzido a partir da aprovação da PEC.

Ainda que a educação e a saúde tenham sido liberadas de um teto específico de investimentos, além de ficarem dependendo de cada governo, entrariam no limite da contabilidade geral de gastos.

Entretanto, não somente a limitação da verba motiva os manifestantes. Está na pauta também a reforma do ensino médio, que coloca como opcionais matérias como filosofia, artes, sociologia, educação física, entre outras.

Manifestações nas principais cidades do país

Em Porto Alegre, a polícia reagiu lançando gás lacrimogêneo contra os manifestantes, a fim de liberar a circulação dos ônibus da capital gaúcha. Nas proximidades da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), um cinegrafista que trabalhava no local foi atingido por estilhaços de uma bomba de efeito moral, lançada pela polícia contra estudantes.

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Várias outras cidades gaúchas registraram atos de protesto.

No Rio de Janeiro, foram queimados pneus em frente a um dos prédios da UFRJ na Zona Sul da cidade, interrompendo o trânsito. O engarrafamento se estendeu de Botafogo até Copacabana.

Em São Paulo, as principais rodovias de acesso à capital foram bloqueadas, assim como algumas avenidas da cidade. Manifestantes colocaram fogo em pneus, impedindo a passagem e causando um grande congestionamento. Também ocorreram protestos em cidades do interior paulista.

Em Brasília, motoristas de ônibus e estudantes também aderiram ao dia de paralisação. Professores do Distrito Federal também reivindicam reajuste salarial.

Salvador, Florianópolis e cidades do Norte e Nordeste também tiveram paralisações e protestos nas ruas. #Manifestação