De acordo com Mateus Ghisleni, diretor de segurança de voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas, pane elétrica e o clima bastante difícil no momento em que a aeronave transportava a equipe brasileira da #Chapecoense para Medellín podem ter sido os principais motivos que fizeram o avião cair na madrugada dessa terça-feira (29). A Avro RJ-85 pertence a companhia aérea Lamia – da Venezuela – e antes de tocar o chão e matar dezenas de jornalistas, jogadores e membros da direção da Chapecoense, o piloto da aeronave havia liberado combustível – em receio de que o avião pegasse fogo e explodisse.

Segundo Mateus, inicialmente foi identificado que a aeronave demonstrou alguns movimentos de órbita em um determinado ponto, porém, de acordo com o diretor, esse é um procedimento natural que os pilotos fazem para evitar qualquer consequência grave que podem aparecer durante o voo: “Essa decisão pode ser tomada devido a situações climáticas ou até mesmo uma pane elétrica.”, afirmou o diretor, que seguiu comentando em entrevista sobre a importância de ter calma nesse momento e analisar ainda mais os fatos.

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“Ainda é muito cedo para buscar qualquer análise do acidente, mas essas hipóteses podem ser consideradas”, disse Ghisleni. O avião que levava jornalistas e o time da Chapecoense saiu do aeroporto internacional de Guarulhos ontem, segunda-feira (28), através de um voo comercial que tinha a cidade de Santa Cruz de La Sierra como destino, na Bolívia. Ao chegar no país boliviano, os passageiros embarcaram no avião pertencente a companhia aérea Lamia, com destino à Medellín e caiu na madrugada dessa terça-feira (29), matando 75 pessoas e deixando seis pessoas com graves ferimentos, porém ainda com vida.

O especialista diz que a tempo de existência da aeronave não é algo que possa ter contribuído com a queda do avião, mas sim, segundo o diretor, o que vale como fator preponderante para o aparecimento de falhas é a questão da manutenção periódica: “O que vale sempre será a condição dessa aeronave, o acompanhamento periódico e a manutenção em dia.”, explicou.

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Mateus concluiu que tudo será esclarecido depois que forem feitas todas as análises necessárias e as observações, também, na caixa preta do avião.