Elize Matsunaga será levada a júri popular nesta segunda-feira (28), pelo assassinato do marido Marcos Matsunaga. Mas, antes que isso aconteça, resolveu entrar em contato com a filha, que não vê desde junho de 2012, por decisão da #Justiça paulista. Elize escreveu uma carta de próprio punho para a pequena, que hoje tem 5 anos, e, na carta comovente, diz que se pudesse vê-la diria: "Eu te amo" e gostaria de ouvir dela a palavra "mamãe". Presa na cadeia de Tremembé desde que confessou ter matado e esquartejado o marido, a assassina nunca mais teve contato com filha, que hoje vive com os avós paternos.

A carta foi escrita num folha de papel rosa e antes de ser enviada passou pelo crivo dos funcionários e foi carimbada para não ter dúvidas de sua autorização.

Publicidade
Publicidade

O G1 conseguiu, com exclusividade, a missiva e obteve permissão para publicá-la, assim, Elize fará com que a filha saiba de todo seu amor antes de ser julgada pelo assassinato de seu pai, o empresário Marcos Kitano Matsunaga.

Em alguns trechos, confessa que, mesmo impedida de estar com a garotinha, gostaria de dizer que ela tem uma mãe que a ama demais e saberá respeitar suas decisões futuras. Elize diz ainda que, se um dia a menina decidir encontrá-la, poderá lhe contar sua versão, dessa história macabra que, infelizmente, não tem como mudar. Em outro trecho, se derrama em lágrimas dizendo que, mesmo distante, foi a pequena que lhe ensinou o que é o amor.

Entenda o caso

Elize Matsunaga, casada com o empresário Marcos Matsunaga, diretor executivo da Yoki, confessou tê-lo matado friamente, além de esquartejá-lo, colocando as partes do corpo em malas para ocultar o cadáver.

Publicidade

Em 2012, ela foi presa e aguarda julgamento, onde responderá por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. A lei determina que presos têm direito de ser visitados por #Filhos menores, somente se o #Crime não foi cometido contra eles e não ficaram traumatizados e com um policial presente. A menina tinha apenas um ano de idade quando a mãe cometeu o crime e estava aprendendo a falar. "Ouvir apenas 01 (vez) a palavra mãe, tão curta,, mas faz meu coração tremer", ela confessou emocionada.