No último 1º de outubro, completaram-se quatro anos da morte da jovem Ana Carolina Cópia Teixeira, de 21 anos, e, finalmente essa semana, foi decretada a condenação do Empresário Paulo Eduardo Silva, responsável pelo atropelamento que matou a jovem.

Ele foi imputado a quatro anos, nove meses e quinze dias de prisão, condenado por homicídio culposo e falsa comunicação de #Crime, cumprirá pena em regime semiaberto, além de ter tido suspensa sua carteira nacional de habilitação. O crime aconteceu, em Santos, no litoral de São Paulo, a jovem foi atropelada quando voltava do trabalho de bicicleta no dia 23 de setembro de 2012, na rua Governador Pedro Toledo.

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O motorista não prestou socorro à vítima, que foi levada a Santa Casa de Santos, onde permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), até o dia 1º de outubro quando acabou morrendo. Na época o caso gerou uma grande comoção na cidade, e uma mobilização foi feita pelos amigos e familiares de Carolina que compareceram ao hospital onde ela estava internada para doarem sangue.

Durante as investigações do caso, oito testemunhas foram ouvidas. Segundo elas, foi possível ver o exato momento em que o carro desgovernado do empresário atropelou a jovem que guiava a pé a bicicleta ao lado do meio fio. A condenação foi feita pelo juiz José Romano Lucarini, da 1ª vara criminal de Santos. Segundo consta no inquérito, o motorista declarou à polícia que, ao ver a bicicleta pelo retrovisor direito, teria pensado que se tratasse de um assalto.

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Disse ainda que, ao escutar o barulho causado pelo atropelamento, pensou que alguém tivesse jogado alguma coisa contra o seu carro. De acordo com a declaração, ele só teria sabido do atropelamento no dia seguinte pela mídia. Para o juiz, Paulo Eduardo assumiu sim uma direção perigosa, com velocidade excessiva em uma rua estreita, o que configurou risco para os pedestres que estavam no local.

Para ele, se o empresário estivesse no limite inferior da velocidade a menina ainda estaria viva. Além disso, o crime se agrava pelo fato de o socorro não ter sido prestado à vítima. O empresário ainda teria registrado na polícia um furto no mesmo dia, pouco depois do atropelamento, na tentativa de não ser responsabilizado pelo crime. A mentira sobre o suposto furto seria para extorquir dinheiro da asseguradora de seu veículo que pagaria pelos danos na lataria do carro causados pelo impacto do ‘acidente’.  

Os advogados de defesa da Fincatti Santoro Sociedade de Advogados entraram com pedido de recurso, Paulo deverá cumprir pena em regime semiaberto, mas aguardará o recurso em liberdade.

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O caso da morte da jovem mobilizou diversas pessoas, e muitos prestaram homenagens nas redes sociais.

Hoje, depois de pouco mais de quatro anos do crime, a família sente que finalmente foi feita justiça. A mãe da garota acabou morrendo por um infarto em 2013, e não chegou a ver o fim do processo, contudo para o pai e parentes da menina, respiram mais aliviados depois da conclusão dessa semana. #Casos de polícia