As polêmicas em torno da última edição do #ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), continuam. Após as acusações de que o MEC teria reaproveitado a prova que vazou em 2015 e de uma operação da Polícia Federal, que prendeu pessoas que estariam vendendo o tema da redação e gabaritos das 90 questões do segundo dia de prova, o MPF-CE (Ministério Público Federal do Ceará), pediu a anulação da redação.

O pedido foi protocolado pelo procurador federal, Oscar Costa Filho, que salienta que além do tema ter sido divulgado horas antes da prova começar, não é possível ver como uma coincidência, o fato da redação ter o mesmo tema de uma suposta prova falsa divulgada na página oficial do MEC, em 2015.

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O pedido não tem data para ser julgado, mas dada a urgência do caso, é provável que uma decisão saia até o fim dessa semana. Também não é descartado que inscritos que se sintam lesados com a fraude descoberta pela PF, protocolem pedidos similares.

Caso o pedido seja deferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, a medida, além de ser válida para todo o Brasil, pode fazer com que a prova inteira seja reaplicada e não apenas a redação, uma vez que existe uma investigação que alega que o gabarito das questões também vazou antes da prova. Se comprovado, a última edição do ENEM será anulada, podendo ser reaplicada junto com a edição destinada aos 240 mil estudantes que não puderam fazer a prova, por conta das ocupações que acontecem em quase mil escolas pelo Brasil, sendo o Paraná o estado mais afetado, seguido pelo Distrito Federal e Rio de Janeiro.

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Nota oficial do MEC

Na última segunda-feira, 7, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), emitiu uma nota na página oficial do MEC, para dizer que o tema da redação de domingo, 6, e da prova falsa de 2015, configuram apenas uma coincidência e não ferem o sucesso que foi o exame, aplicado para mais de R$5,8 milhões de inscritos em todo o Brasil.

Apesar do grande número de pessoas que realizaram as provas, o número de abstenções é muito alto, chegando a 30% dos inscritos. Além disso, existem casos de pessoas que compareceram em apenas um dia do exame, seja por motivos particulares, ou por dependerem do sistema público de transporte, chegando atrasados no domingo e não podendo entrar para fazer o exame. #Educação #Justiça