Em entrevista exclusiva ao programa esportivo “Bate Bola”, da ESPN, o especialista em acidentes aéreos Carlos Camacho afirmou ao vivo que o provável culpado pela morte de mais de 70 pessoas na tragédia envolvendo a equipe da Chapecoense, jornalistas brasileiros e outros passageiros, é do piloto, que teria tomado a decisão de alçar voo mesmo com a #aeronave com combustível no limite tolerável. De acordo com o especialista, o avião tinha combustível somente para voar por três mil quilômetros, exatamente quase a mesma distância que iria percorrer ao sair do aeroporto de Santa Cruz de La Sierra com destino para a cidade de Medellín, na Colômbia.

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“Nenhum comandante decolaria nessas condições”, conta Carlos, que ainda explicou para os telespectadores e os jornalistas que estavam ouvindo a sua entrevista que o piloto da aeronave não poderia tomar o controle do avião pelo fato de que ele mesmo era o proprietário da aeronave.

“Esse senhor – o piloto – não poderia jamais estar no comando, particularmente, porque ele próprio era o dono da empresa, e envolve fatores organizacionais: interesses, ganância e ele próprio era o piloto, isso envolve o fator operacional. Ele não comunicou com antecedência [à torre de comando] que estava com problema de combustível, por responsabilidade dele próprio, porque ele temia a multa. As autoridades colombianas pegam pesado nessas questões, muito mais pesado do que as autoridades brasileiras”, disse o especialista, que elogiou o trabalho dos profissionais da Colômbia em aeronaves.

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“Esse comandante sairia preso de lá [caso conseguisse aterrissar no aeroporto de Medellín], ele não sairia simplesmente com uma multa não”, contou Camacho. Carlos, inclusive, pede para os especialistas brasileiros pararem de ficar calados e que passem a comentar o caso que, para ele, mesmo sem as informações da caixa-preta, já há informações suficientes para entender que o grande culpado dessa grande tragédia pode ser o próprio piloto e dono da aeronave.

“Esse senhor cometeu um ato ilegal. Ele foi um homicida, um piloto que errou na sua atitude e em seus cálculos”, concluiu o especialista. No Brasil, os catarinenses aguardam a chegada dos corpos dos jornalistas mortos e dos 19 integrantes da Chapecoense. #Chapecoense #Acidente