O #ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - que aconteceu esse final de semana, dias 5 e 6 de novembro, em todo o #Brasil, foi fraudado por vários candidatos de diferentes estados. No domingo ao menos 11 pessoas foram presas de forma preventiva pela Polícia Federal, flagrados com ponto eletrônico, o que configura #fraude na prova. As operações de investigação continuam em andamento e o número de presos pode aumentar dependendo das descobertas. Um dos presos é a estudante Sofia Azevedo Macedo, suspeita de contratar uma quadrilha especializada em realizar fraudes no ENEM.

A jovem, residente no Vale do Jequitinhonha, usava um micro ponto eletrônico e já tinha tudo esquematizado com os membros da quadrilha.

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O combinado foi o seguinte: uma tosse para "entendi", duas tosses para "não entendi". Um dos integrantes da quadrilha, identificado como Jonathan Galdino dos Santos, foi pego pela Polícia Federal conversando com a candidata, exatamente para testar se o ponto de escuta estava funcionando bem e se ela estava entendendo tudo "do lado de lá." A candidata carbonitense realizou a prova em Capelinha-MG. Para a realização da fraude no momento da prova, Sofia colocou um equipamento na região do peito, algo bem parecido com um "chip", de um tamanho bem minúsculo.

O equipamento recebia uma espécie de ligação telefônica e, por meio de um micro transmissor, encaminhava o áudio para o ponto que, de tão pequeno, só era possível de ser colocado ou retirado do ouvido com o auxílio de uma pinça. E era assim que Sofia conseguia obter todas as respostas do gabarito da prova: um integrante da quadrilha lia a primeira palavra da questão e a primeira palavra da resposta correta, e ela confirmava se havia entendido ou não através das tosses (uma para sim e duas para não).

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Esse relato de como eram dadas as respostas por meio da escuta eletrônica foi confirmado pelo delegado Marcelo Freitas. Durante o cumprimento dos mandados, foram descobertos outros diversos equipamentos utilizados na fraude. Segundo a Polícia Federal, Sofia pagou entre R$ 150 mil e R$ 180 mil para a quadrilha. O que mais impressiona é o fato dela ser defensora da ética em suas redes sociais: no dia 5 de maio do ano passado, ela fez uma postagem sobre um panelaço na cidade de Belo Horizonte, precedida da hashtag "Fora Dilma". E não pára por aí: ela também se manifestou contra a vaquejada e os problemas que a educação enfrenta.