Explorar a boa fé alheia não é coisa só das igrejas mal intencionadas que vivem da contribuição de muitos fiéis. Há muita gente se aproveitando da solidariedade e empatia do próximo para aplicar golpes e estelionatos e para enriquecer com isso.

Uma história ocorrida na cidade de Apucarana, no Paraná, é um exemplo dos muitos falsários que existem por aí. Nerileine Aguilar Miranda é a protagonista deste caso, que revoltou a população da região.

Conforme noticiou o portal de notícias R7, a mulher, de 30 anos de idade, inventou que era vítima de um drama pessoal que a colocava entre a vida e a morte. Toda a encenação teve a colaboração do marido da moça, que inclusive é Policial Militar.

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Nerileine teria fingido ter desenvolvido leucemia, uma doença que pode levar à morte se não tratada a tempo.

A trama envolvia sensibilizar conhecidos e até desconhecidos para que a ajudassem a levantar uma quantia que custeasse uma operação complexa. Com esse repertório, ela conseguiu arrecadar aproximadamente R$ 30 mil. No esquema, a estelionatária pedia contribuições que a ajudariam a pagar uma a aplicação de células tronco no hospital Albert Einstein, em São Paulo. Contava que só com essa operação ela teria alguma chance de sobreviver.

Uma das vítimas do golpe foi Ana Claudia Albuquerque. A estudante ficou tocada pela narrativa da falsa doente e chegou a criar eventos pelas redes sociais para angariar fundos com o apoio de comerciantes locais.

Toda a farsa foi bem montada. Nerileine aparece em uma imagem compartilhada nas redes sociais encenando o papel de paciente, dentro de um avião do Batalhão da PM de Operações Aéreas.

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Na foto, ela diz estar voltando para casa depois do procedimento e detalha estar sendo assistida por profissionais médicos durante a viagem.

O caso chamou a atenção de um delegado, que resolveu investigar e descobriu que na mesma data da foto a falsa doente se hospedou em um hotel luxuoso em Curitiba, capital do Estado.

Ao ser chamada a dar explicações diante do delegado, Nerileine caiu em contradição. Para dirimir totalmente as dúvidas, um exame foi solicitado para saber se a mulher tinha sido operada recentemente. A avaliação, realizada por médico do Instituto Médico Legal, constatou a farsa.

No entanto, Nerileide ainda tentou sustentar a história, admitindo que não tinha feito a operação. Na nova versão, ela afirmou ter sido vítima de um golpe por parte do suposto médico que a acompanhara.

#Crime #Casos de polícia