Um fato meio inusitado aconteceu no domingo (20), na delegacia de Campo Maior, na zona norte de Teresina (PI). Policiais da delegacia tiveram que usar uma corda para amarrar um suspeito, pois, a delegacia não tem algemas suficientes para algemar os presos. Segundo informações repassadas pelas autoridades, um homem teve que ser amarrado com uma corda, logo após, ele tentar entrar na cadeia em posse de uma faca de serra em punho.

Conforme relataram os policiais, o acusado chegou na penitenciária e disse para os policiais que queria entregar pipoca para um detendo, mas não foi autorizado. No entanto, inconformado com a recusa, o sujeito voltou após alguns minutos alterado e pediu para ser preso.

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O acusado estava em posse de uma faca de serra e diante dos fatos, os policiais o imobilizaram e o amarraram com uma corda. Segundo os policiais, esse mesmo homem tinha sido solto da própria penitenciária há cerca de dois dias.

No entanto, a SSP, através de uma nota, disse que não tem conhecimento da falta de algemas para a realização do trabalho dos policiais, e que está tomando medidas necessárias para atender melhor a população da cidade. Conforme os policiais disseram, tinha apenas uma algema e ela estava sendo usada em outro indivíduo, os agentes tiveram que ir até um mercadinho próximo a delegacia e pedir uma corda emprestada para poder amarrar o sujeito.

Segundo o portal de notícias “G1”, tiveram acesso a fotos por dentro da cadeia, e nas imagens é possível ver que a delegacia passa por diversos problemas de infraestrutura.

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O teto está com sérios problemas, as portas estão quebradas, as paredes estão deterioradas e todas apresentam mofos. Outro problema constante na delegacia são as fugas de detentos.

Segundo o G1, em apenas dois meses já ocorreram 10 fugas de detentos, sendo que sete delas foram este mês. No dia 11 de novembro, cerca de quatro detentos fugiram da cadeia de Campo Maior. Conforme afirmou a Polícia Civil, os presos fugiram durante a madrugada, por um buraco que dava acesso a uma cela da cadeia que estava desativada. O portal “G1”, entrou em contado com a SSP, mas não teve respostas. #Investigação Criminal #Casos de polícia