A Confederação Nacional do #Transporte (CNT) divulgou pesquisa no fim de outubro, mostrando os dados relativos ao ano de 2016 sobre as condições das estradas do Brasil. Houve aumento de 26% na indicação de problemas estruturais em relação ao estudo efetuado em 2015. Cerca de 58% das #Rodovias apresentam algum tipo de anomalia na pavimentação, geometria do traçado ou na sinalização. O restante do percentual  (42%)ficou para aquelas estradas consideradas boas ou ótimas.

Esta pesquisa da CNT abrangeu aproximadamente 103 mil quilômetros da malha rodoviária nacional, entrando para avaliação as rodovias federais e as principais vias estaduais.

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Também se incluiu as estradas sob concessão, as quais foram as melhores avaliadas com 78,7%.

O estudo contabilizou 414 pontos críticos nas vicinais como: queda de barreira, erosão da pista, buracos grandes e pontes de ligação caídas. Em 2015, foram 327 pontos críticos.

No caso das erosões, a CNT repetiu a ocorrência de uma delas na BR-101, no estado da Bahia: faz simplesmente três anos que a erosão está presente na pista e nada foi feito.

De acordo com as informações, o pior trecho apontado pela pesquisa encontra-se numa estrada que liga o estado de Tocantins ao oeste da Bahia.

Aliás, a Região Nordeste é a parte do Brasil onde se verificaram as piores condições de pavimentação. Porém não é somente nela que a situação é crítica. O diretor executivo da CNT, Bruno Batista, salienta que houve uma piora na qualidade das estradas estaduais.

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Ele atribui esse fato à possível crise financeira vivida pelos estados da Federação. As estatísticas demonstram que 70,7% das estaduais têm algum problema. Em 2015, o percentual era de 67,9%. Já as rodovias consideradas ruins passaram de 25,4% (2015) para 27,4% nesse ano de 2016.

Bruno afirma que não possui certeza plena sobre o quanto a crise impactou na manutenção e conservação das rodovias, mas, se nada for feito, ele alerta para que a falta de investimentos agrave a situação das estradas. Ele frisa que os cuidados e manutenção devem ser constantes e frequentes, sob pena da diminuição da qualidade e aumento dos riscos no tocante à segurança e custo operacional.

Como exemplo, a má pavimentação das pistas acarreta num aumento de quase 25% no custo operacional  de transporte. Se considerarmos aqueles trechos avaliados como péssimo, esse custo de transporte vai à estratosfera: sobe para 91,5%. São dados que merecem um repensar, uma vez que 60% das cargas trafegam em caminhões.

Se todas as estradas estivessem nas condições ideais de circulação, haveria uma #Economia de R$ 2,34 bilhões nos gastos de abastecimento a óleo diesel.

Bruno diz que o investimento na conservação das rodovias é da ordem de R$ 6 bilhões a R$ 7 bilhões; bem longe dos cálculos desejados pela Confederação Nacional de Transporte, que projeta a cifra de R$ 292 bilhões, para promover os serviços de pavimentação, duplicação e restauro das rodovias.