Pouco tempo depois de prisões em série executadas na região de Bauru, em setembro, a Polícia Civil descobre mais uma rede de #Pedofilia, dessa vez em Araçatuba e em outras seis cidades próximas. A denúncia partiu do Ministério Público de Birigui, revelando, inclusive, que os suspeitos promoviam festas em fazendas nas quais os interessados em participar deveriam levar pelo menos três adolescentes para que sua entrada fosse permitida.

A mulher que procurou a promotoria em 2014, juntamente com seu marido, para fazer a denúncia foi ameaçada de morte. Segundo ela, um dos envolvidos é filho do dono de uma grande loja da região.

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Até o momento, cinco pessoas foram presas e uma delas, Santo Crevelaro Neto, aposentado de 69 anos, confessou o crime. Todos são acusados de estupro, pedofilia e corrupção de menores, e há ainda três suspeitos que respondem a processo em liberdade.

Entre as vítimas estão crianças e adolescentes dos 10 aos 17 anos de idade, de quem os homens se aproximavam e ofereciam presentes em troca de sexo. Alertada pela amiga que denunciou o caso, a mãe de um dos jovens revelou que desconfiava de um sujeito que chegou até a frequentar a casa da família. 

Para do inquérito ainda ocorre em segredo de justiça, apontando para um grande esquema que, de acordo com o promotor, pode envolver pessoas poderosas. A mãe da vítima que preferiu não revelar sua identidade também acredita que pessoas influentes, empresários e políticos da região façam parte do esquema, segundo ela, devido às condições em que eram promovidas as festas, em fazendas com infraestrutura e área de lazer.

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Os criminosos também realizavam festas em motéis e ameaçavam as famílias das vítimas, gravando os abusos que cometiam. 

Segundo reportagem do programa de TV Brasil Urgente, os predadores sexuais tinham preferência por crianças de famílias pobres, valendo-se das condições econômicas para se aproximar. Os homens se reuniam em um posto de combustível, onde decidiam datas e locais das festas.

Esse caso vem à tona apenas dois meses depois de a Polícia Civil cumprir 35 mandados e prender 29 suspeitos em flagrante em várias cidades na região de Bauru, naquela que foi batizada de Operação Peter Pan, visando a pessoas que acessam e armazenam pornografia infantil. Os envolvidos com essa rede eram homens entre os 20 e 70 anos de idade, de todas as classes sociais, tendo sido detido inclusive um policial militar na cidade de Birigui, um pastor e uma série de educadores.

Também em setembro foi preso o coronel reformado da PM Pedro Chavarry Duarte, no Rio de Janeiro, encontrado com uma criança de 2 anos sem roupas em seu carro, e que ainda tentou subornar os policiais que o flagraram.

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Não há informações sobre se há alguma ligação entre a operação e a investigação que ainda está em andamento, mas ambas as notícias apontam para a dificuldade de se desmantelar essas redes por completo, que, em grande parte, surgem e se desenvolvem por meio da internet, através de páginas sociais.

Ainda que a polícia disponha de métodos de rastreamento e identificação dos acessos à pornografia infantil, criminosos podem facilmente se aproveitar de falhas no sistema e de ferramentas que podem bloquear o rastreamento de computadores. Ademais, armazenar pornografia infantil não significa, necessariamente, que o sujeito vá adiante e abuse de crianças, mas é preciso se atentar a padrões - como aqueles revelados pela mãe de uma das vítimas em Araçatuba. #Casos de polícia