O drama de quem fez a prova do #ENEM e a expectativa de quem perdeu um dos dois dias da prova, continuam. Após a polêmica do vazamento do tema da redação do ENEM 2016 e venda de gabaritos antes da prova começar, o MPF-CE (Ministério Público Federal do Ceará), pediu a anulação da redação, sob argumento de que houve uma infração ao princípio da isonomia.

Na mesma semana, o Tribunal de #Justiça cearense indeferiu o pedido. Então o MPF-CE recorreu ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região para que a redação seja anulada, alegando que o juízo que indeferiu a causa, não era competente para tal ato. A competência em questão é jurídica e não tem nada a ver com capacidade, mas sim com competência para julgar.

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Entenda o caso

No dia 6 de novembro, aconteceu o segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio de 2016. Até aí, sem problemas. O que gerou polêmica é que o tema da redação de 2016, foi o mesmo de uma prova que vazou em 2015 e que o próprio Ministério da Educação publicou em seu Facebook oficial que a mesma era falsa.

Além disso, no mesmo dia a Polícia Federal deflagrou uma operação que prendeu onze pessoas suspeitas de venderem o tema da redação e o gabarito das provas. Uma das pessoas admitiu que havia um esquema para receber com a venda, mas não informou quem disponibilizou os gabaritos ou estava chefiando a quadrilha.

No decorrer da semana, as investigações continuaram. Em uma reportagem especial do Fantástico, foi divulgado que suspeitos da fraude ditaram as respostas para os alunos, através de um ponto eletrônico.

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Não se sabe quantas pessoas, ao todo, foram beneficiadas com a fraude, tão pouco como a quadrilha teve acesso aos gabaritos das provas.

Nessa segunda-feira, 14, o juiz Marco Gonçalves da 3ª Vara Federal de Montes Claros, decretou a prisão preventiva de três suspeitos de fraudar o ENEM em Minas Gerais. A operação aconteceu em vários estados e as investigações, por enquanto, estão concentradas no norte e nordeste, entretanto, a fraude atingiu todas as regiões.

Segundo Marcelo Freitas, delegado que conduziu a operação do dia do ENEM, os gabaritos eram vendidos por valores entre R$40 mil e R$50 mil. O esquema não é recente e abrange fraudes em concursos públicos. A polícia identificou que uma prova que teve as respostas ditadas por ponto eletrônico, teve 92% de acertos no caderno de Ciências Naturais, que possui mais peso nas seleções para os cursos de medicina. #Casos de polícia