Vem aumentando o número de mulheres que utilizam o aplicativo Uber e reclamam do assédio sofrido dentro dos carros. De acordo com essas usuárias, os motoristas muitas vezes a procuram através das redes sociais e alguns até chegam a enviar mensagens pelo celular. Nos últimos meses, os responsáveis pelo Uber no Brasil estão recebendo um número cada vez maior de reclamações nesse sentido, o que tem colocado a credibilidade do serviço em xeque.

O problema se torna ainda mais complexo porque o assédio vem sendo cometido não só pelos motoristas do Uber, mas elas também são incomodadas no Uber Pool, que é um serviço de "carona", onde os usuários podem compartilhar a mesma corrida, quando a origem e o destino são próximos.

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Quem se candidata a ser um motorista do Uber só precisa passar um curso básico e que mesmo assim é feito online. Nesse curso, o profissional recebe informações de como deverá se comportar com os clientes, só que nada mais é feito e parece que as reclamações não são levadas a sério pela empresa.

Uma usuária do Uber que usou o serviço às 5 horas da manhã, contou que o motorista ficou fazendo perguntas indiscretas, quis saber sua idade e até tentou beijá-la. A empresa alegou que existe um sistema de avaliações, feito pelos usuários e é isso que possibilita um melhor controle dos profissionais que prestam o serviço. O motorista para continuar trabalhando no Uber precisa ter uma nota mínima de 4,6. De acordo então com a empresa, a solução para as usuárias importunadas é dar nota baixa e deixarem seus comentários dizendo o motivo.

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A empresa ainda informou que os motoristas com nota abaixo do permitido são imediatamente desconectados da plataforma e não prestarão mais o serviço. Ainda de acordo com a assessoria de imprensa do Uber, se o caso for mais sério, a usuária deverá procurar as autoridades policiais e fazer a denúncia, para que assim sejam tomadas as providências cabíveis.

Enquanto isso, o número de reclamações vem aumentado, mas agora as usuárias já sabem que, ao serem assediadas, não basta ir para as redes sociais reclamar, é preciso também, comunicar a Uber através do próprio aplicativo e fazer a ocorrência policial. #sexo #Crime #Casos de polícia