Muitos jovens passam várias horas ao dia no computador, no celular ou na Internet. É inegável que esta exerce enorme impacto na vida de milhões de brasileiros, principalmente na dos mais jovens. É possível afirmar que, em geral, ela trouxe grandes benefícios à sociedade. Contudo, pode ser também utilizada para o mal. Um dos fenômenos mais preocupantes que possibilitou foi o #Cyberbullying.

Sabe-se que a Internet é um meio que permite nos comunicarmos com um número praticamente ilimitado de pessoas. Pode-se escrever ou postar alguma mensagem no Facebook, no Twitter, ou em um blog que será lida por milhares e milhares. A possibilidade de se comunicar instantaneamente com tantas pessoas é um privilégio, mas também uma grande responsabilidade.

Publicidade
Publicidade

Infelizmente, há quem empregue esse meio para agredir ou vitimar seus semelhantes. Quando bullies utilizam a Internet para atormentar alguém, estão praticando cyberbullying.

Este constitui um fenômeno perigoso e preocupante por vários motivos. Em primeiro lugar, a Internet permite que se agrida ou humilhe alguém anonimamente. Um bully pode postar mensagens na web sem se identificar. Em segundo lugar — e mais preocupante ainda — é o fato de que agressões, assédios ou humilhações podem ser compartilhados com milhares de pessoas. Por exemplo, um bully pode disseminar informações pessoais sobre alguém para dezenas ou até centenas de milhares de outros seres humanos. Por meio do cyberbullying, pode-se caluniar ou humilhar alguém anônima e, portanto, impunemente.

Houve casos de jovens que se suicidaram após terem sofrido cyberbullying.

Publicidade

Imaginemos como se sente uma criança ou uma jovem que foi humilhada perante milhares de pessoas na Internet. Houve casos em que bullies postaram fotos de outras pessoas nuas na web. Esse tipo de abuso é algo extremamente traumático, principalmente para jovens e #crianças, que costumam ser as principais vítimas desse crime.

Como lutar contra esse fenômeno? Em princípio, não é fácil combatê-lo porque a Internet permite que pessoas se manifestem de forma anônima. No entanto, pais e educadores podem tomar medidas para lutar contra os cyberbullies. Por exemplo, pais devem incentivar os filhos a relatar se foram vítimas dele. Muitas crianças e jovens se sentem envergonhados ao admitir que sofreram agressões on-line. Estudos demonstram que apenas 10% dos jovens que as sofreram revelaram o fato aos pais ou professores. Estes devem transmitir, em casa e no colégio, que o silêncio não pode ser uma resposta ao cyberbullying: é necessário enfrentá-lo de forma ativa. Quando uma criança ou jovem sofre um ato de cyberbullying, deve salvar no computador ou celular quaisquer provas da agressão de que foi vítima.

Publicidade

Deve-se, então, tentar investigar possíveis agressores.

Outra maneira de lutar contra o cyberbullying é o colégio adotar e implementar regras bastante duras contra todos aqueles que o praticarem. O colégio deve tratar o aluno que cometer cyberbullying da mesma forma que trata um bully que agride alunos dentro do colégio. Os educadores têm a obrigação de educar os alunos e, ao mesmo tempo, de protegê-los e os colégios não podem mais ignorar a realidade do cyberbullying. Não se devem medir esforços para eliminar esse fenômeno.

É importante ressaltar que muitos bullies utilizam o cyberbullying para intimidar e chantagear suas vítimas. Portanto, lutar contra esse fenômeno significa zelar pela segurança de crianças e jovens.

Estudos realizados sobre o cyberbullying indicam que quase 43% dos jovens já sofreram esse fenômeno. Esse número é alarmante. Vale notar que quase dois terços dos que praticam cyberbullying ou que são vítimas dele são do sexo feminino. #Brasil