Na manhã de domingo, 13 de novembro, o corpo do dentista Helton Ivo Botelho da Cunha, de 36 anos, desaparecido desde quinta-feira, dia 11, foi encontrado já em princípio de decomposição na rodovia MGC-455, às margens do rio Tijuco. No dia 26 de outubro, o corpo de Guilherme Duarte Pagotto, de 23 anos, havia sido encontrado na mesma rodovia.

A investigação ainda está em andamento, mas a Polícia Militar apreendeu ontem, segunda-feira, 14, um trio suspeito de estar envolvido no assassinato de Helton. Os oficiais chegaram aos homens após denúncia anônima feita ao Ministério Público Estadual. A PM declarou que um dos suspeitos, de 28 anos, teria estrangulado o dentista após um desentendimento durante um encontro e os outros dois indivíduos teriam ajudado a transportar o corpo.

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O suspeito teria marcado o encontro com o dentista por meio de um aplicativo de "pegação", e confessou que cobrou 100 reais pelo programa. Ainda de acordo com declaração do suspeito, os dois teriam se desentendido em relação ao combinado e Helton partiu para cima do jovem, que disse ter agido em legítima defesa. O confessor do crime tem dois mandados de prisão em seu nome no Paraná, por roubo e tráfico.

A PM não revelou se o caso teria ligação com o de Guilherme, mas a comunidade #LGBT cogita que se trata de extermínio motivado por homofobia, hipótese também levantada pela Polícia Civil.

Guilherme desapareceu no dia 24 de outubro e seu corpo foi encontrado também em decomposição, no dia 26. Ele saiu de casa para ir a um encontro marcado por meio de aplicativo de celular.

Há ainda um terceiro assassinato em questão, o do cabeleireiro Maximiliano de Oliveira, de 47 anos, que foi encontrado dentro de seu salão com um fio elétrico enrolado no pescoço, no dia 31 de outubro.

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Apesar de a polícia cogitar a hipótese de suicídio, a família descarta a ideia. De acordo com Marcos Martins, coordenador do Núcleo de Diversidade da Prefeitura de Uberlândia, a família afirmou a ele que a cena da morte de Maximiliano era de homicídio, pois havia um martelo sujo de sangue próximo ao corpo. O cabeleireiro havia marcado um encontro por meio de aplicativo.

Nas redes sociais, pessoas têm compartilhado avisos para que LGBTs na cidade tomem cuidado, acreditando que exista um padrão nos assassinatos que pode indicar a ação de um grupo de extermínio de homossexuais.

Só em novembro, até o momento, foram registrados 11 assassinatos de LGBTs no Brasil, segundo contagem da página #Homofobia Mata, administrada pelo Grupo Gay da Bahia. #Casos de polícia