Em uma operação conduzida pela Polícia Civil e Ministério Público paulistas, pelo menos 16 advogados acabaram atrás das grades, nesta manhã de terça-feira (22). Pesam, contra todos eles, suspeitas de envolvimento direto com a principal facção criminosa que atua em São Paulo.

O objetivo da operação é cumprir 41 mandados de prisão preventiva e temporária. A maioria dos detidos é acusada de ter ligação e colaborar com o #Crime organizado, intermediando serviços e ações criminosas ordenadas de dentro dos presídios do Estado, pelo alto comando do tráfico.

O nome da operação é Ethos e ela ocorre desde a madrugada desta terça-feira (22), em aproximadamente 20 municípios paulistas.

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Conforme boletim preliminar oficial, até as 10 horas de hoje, 33 mandados de prisão já haviam sido cumpridos.

Um dos presos é o vice-presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe), Luiz Carlos dos Santos, levado para a carceragem logo cedo.

No momento em que foi preso, Santos estava em sua residência, na cidade de Cotia, Grande São Paulo. Indícios apurados pela polícia apontam que ele teria recebido R$ 4,5 mil por mês da facção criminosa.

Os investigadores seguiram o rastro do dinheiro e acreditam que Santos e os demais advogados investigados movimentaram dinheiro oriundo do crime organizado em suas contas bancárias. Além disso, os acusados teriam colaborado para implantar um tipo de banco de dados onde constam nomes e endereços residenciais de agentes penitenciários e de seus familiares.

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Nesta ‘lista da morte’, estavam as pessoas que poderiam sofrer retaliações comandadas pelos chefes do tráfico.

Entre os locais que foram alvos de busca e apreensão está a sede do Condepe, no Centro de São Paulo. Lá a polícia apreendeu objetos e o computador de Luiz Carlos dos Santos.

Por meio da presidente do Condepe, Maria Nazareth Cupertino, a instituição afirmou que dará os devidos esclarecimentos assim que entender o que está se passando.

Tudo começou em 2015, quando a polícia descobriu uma carta dentro de um dos presídios de segurança máxima de Presidente Prudente. O texto mencionava o termo ‘sintonia dos gravatas’, como seria chamado o departamento jurídico da facção criminosa, que tem o papel não só de defender seus clientes - os traficantes -, mas também de prestar outros serviços para a facção, como simular visitas jurídicas aos líderes presos para propiciar a comunicação entre criminosos condenados e aqueles que estão foragidos.

#Casos de polícia