No último domingo (6), a estudante Sofia Macedo, de 19 anos, foi presa em uma operação da Polícia Federal que prendeu cerca de vinte e duas pessoas envolvidas com um esquema de fraude do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A jovem realizava o último dia de prova quando foi pega utilizando um ponto eletrônico por onde recebia todas as respostas do exame. Ela teve sua imagem divulgada extensamente e tem sofrido retaliações. Ontem, quarta-feira (9), Otacílio Macedo, pai da estudante, saiu em sua defesa e disse que teria contratado o serviço da quadrilha sozinho.

Ele declarou à imprensa e deu depoimento na polícia dizendo que agiu sozinho, e que a jovem só teria ficado sabendo que receberia o gabarito minutos antes de entrar na prova.

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Otacílio, que é dono de um supermercado no interior de Minas Gerais, disse que só fez isso pensando em ajudar a filha, que queria muito passar em medicina.

Segundo o comerciante, o valor que ele pagaria à quadrilha seria de cinquenta mil reais e não cento e oitenta mil reais, como divulgado pela Polícia Federal e mostrado no programa televisivo Fantástico.

De acordo com Otacílio, ele havia combinado com a gangue da seguinte forma: dez mil seriam pagos logo depois da realização da prova e outros quarenta mil assim que a jovem escolhesse qual universidade gostaria de ingressar.

A estudante foi presa na segunda-feira (7) em uma penitenciária de Belo Horizonte, mas liberada nesta terça-feira (8), depois da expedição da ordem de pagamento de fiança no valor de um salário mínimo (R$880,00). O pai da adolescente relatou que ela está em casa e bastante abalada e que não imaginou que o caso fosse tomar a repercussão que tomou.

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Ela vem sofrendo retaliações de diversas pessoas pela internet e teve que deletar sua conta em uma rede social pois vem recebendo ameaças. A operação policial Jogo Limpo e Embuste prenderam cerca de quatorze pessoas e vinte e dois mandatos de prisão foram expedidos, estão envolvidas pessoas nos Estados do Piauí, Ceará, Paraíba, Tocantins, Amapá, Pará e Maranhão.

O esquema da quadrilha era bastante sofisticado, pois pela primeira vez conseguiam passar as respostas em tempo real aos estudantes. A adolescente que teve sua imagem devastada agora deve responder na Justiça pelo crime de fraude. #Crime #Casos de polícia