Na manhã dessa sexta-feira (4), durante a madrugada, a Polícia Federal (PF), juntamente com o policiamento paraguaio, desarticulou uma quadrilha especializada em tráfico internacional de drogas. Os suspeitos agiam como produtores no Paraguai e traziam as #drogas para serem distribuídas em estados como Goiás, Pará, distrito Federal e Mato grosso do Sul. A ação, que obteve ajuda dos policiais estrangeiros, já prendeu cerca de 25 pessoas no dia de hoje.

Segundo as informações, a operação conhecida como “Cavalo Doido” tem em mãos 81 mandados expedidos pelo judiciário. Desses, 21 são de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 15 para conduzir a depoimento e 34 mandados de busca e apreensão.

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Até as 11h30 dessa sexta-feira, 25 mandados de prisão tinham sido cumpridos na operação. Um total de 15 somente para o estado de Goiás, segundo informação da assessoria da polícia. Consta que nesta ação foram disponibilizados 200 policiais. No Paraguai estão sendo destruídas as plantações de droga encontradas nas fazendas consideradas serem de grupos envolvidos no crime organizado, além do bloqueio de 80 contas em nome dos suspeitos.

Na investigação descobriu-se um caminho usado pelos integrantes, que utilizavam a fronteira localizada na cidade de Pedro Juan Cabalero, advindo da cidade do Paraguai. Devido ao trabalho da polícia, foi possível interceptar mais de 10 toneladas de entorpecentes, além de armamento de grosso calibre e automóveis importados.

As autoridades explicam que a ação intitulada “Cavalo Doido” tem relação com a forma de transporte das drogas.

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A quadrilha utilizava carros com os bancos arrancados para que todo o espaço fosse utilizado para o transporte das drogas, além de desrespeitar todas as regras de condução, pois os carros suspeitos passavam pelas vias em alta velocidade acima de qualquer sinalização, objetivando a pontualidade nas entregas.

Os acusados vão responder por tráfico de drogas entre países, formação de quadrilha, corrupção ativa, tráfico de armamentos, mudanças de perfil das armas de fogo e falta de documentos que comprovem o seu direito de usar o armamento. Se condenados, as penas somadas podem ir além de 30 anos de prisão. #Casos de polícia