Mais um escândalo envolve a política do estado do Rio de Janeiro. No dia seguinte em que prendeu Anthony Garotinho, ex-governador do estado, a Polícia Federal levou para a cadeia Sérgio Cabral, também ex-governador do Rio. O político foi alvo de dois mandados de prisão, hoje pela manhã, dia 17.

O ex- governador do Rio de Janeiro está preso com a acusação de que ele havia cobrado propinas para fechar contratos do poder público. A operação que culminou nesta prisão foi nomeada Calicute.

Era mais ou menos 7h da manhã desta quinta quando um carro saiu da garagem do ex-governador. Para afugentar pessoas que estavam ali para se manifestar a favor da prisão, desde o início da manhã, a polícia foi obrigada a usar gás de pimenta.

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O nome de Cabral começou a surgir nas investigações a partir das delações de Clóvis Primo e Rogério Numa, que faziam parte do alto escalão de executivos da Andrade Gutierrez. Eles relataram à força-tarefa que executivos das empreiteiras se encontravam com Cabral no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio, para combinar sobre a propina.

O mandado foi expedido pelo juiz Sérgio Moro, que ainda pretendia cumprir um mandado de prisão temporária, 14 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva.

Mandato de Sérgio Cabral deixou rastros de corrupção

Sérgio Cabral foi eleito governador em 2006 e reeleito em 2010, quando foi candidato pelo #PMDB. Em 2014, em meio a uma grande impopularidade e acusação de corrupção, ele renunciou.

Este ano, o estado do Rio tem um déficit previsto é de 17, 5 bilhões.

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Em meio à pior recessão nacional que atingiu os preços do petróleo, causando uma grande queda, o Rio de Janeiro está praticamente falido.

O governador atual, Luiz Fernando Pezão, que era vice de Cabral em seu governo, apresentou um plano de resgate das contas públicas. Neste plano, ele propôs aumento nas tarifas de transporte e serviços básicos, também cortes em programas assistenciais e ainda, aumento dos descontos aplicados sobre as aposentadorias dos funcionários públicos. #riodejaneiro #Crise