Trabalho escravo em pleno século 21 existe e está mais perto do que se imagina!

Três mulheres, um jovem e uma criança de 3 anos sentiram na pele o absurdo da exploração do homem pelo homem. Eles foram mantidos em cárcere privado em uma casa que ficou conhecida como ‘casarão do terror’, em Aracruz, no Espírito Santo.

Os algozes prometeram às vítimas uma vida melhor com trabalho e possibilidade de melhorar de vida. Mas não foi isso o que aconteceu. Dois homens, que já estão presos, se aproveitaram da boa fé dos três adultos para enganá-los, ameaçá-los e até torturá-los.

Conforme relatou uma das mulheres mantidas em cárcere, Aelcio Diego Guimarães, de 30 anos de idade, ofereceu às duas moças a casa dele para ficarem.

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O combinado é que elas fariam a comida e arrumariam a casa e, em troca, tinham alimentação e lugar para dormir.

Uma das mulheres passou a se relacionar com o dono da casa e a amiga com seu funcionário e braço direito, chamado Carlos Roberto da Silva, 25. A primeira tinha 17 anos e a segunda, 20.

A jovem de 20 morava na casa com a amiga e também com o filho de três anos. Um dia uma delas disse que iria viajar para ver o irmão. Foi quando souberam que estavam em perigo. Nesse dia Aelcio disse que elas estavam proibidas de sair. As ameaçou e disse que se elas fossem embora seriam mortas e suas famílias também sofreriam.

Ainda, segundo contou a menor para as autoridades policiais, os dois quebraram os celulares delas e afirmavam que o imóvel era vigiado por capangas armados.

Em outra propriedade de Aelcio, em Fundão, na Serra, um jovem de 19 anos e sua namorada, de 14, também foram vítimas dos dois acusados.

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O rapaz foi para a casa trabalhar como caseiro e levou consigo a namorada. Mas lá passou a ser obrigado a trabalhar em regime de escravidão. Trabalhava até 17 horas por dia como pedreiro. Ele contou aos policiais que foi ameaçado e mantido por dois dias sem comida. E o pior: ele e a namorada adolescente chagaram a ser chicoteados.

Os dois suspeitos, que são oriundos de Minas Gerais, estão presos, mas negam todas as acusações.

De acordo com a polícia, Aelcio responde por homicídio e seu braço direito, Carlos, já foi indiciado por roubo e tentativa de homicídio. Segundo o delegado responsável pelas investigações, a história choca pelo nível de crueldade.

Fabiano Rosa disse que se deparar com situação degradante como essa deixou os agentes comovidos. #Crime #Casos de polícia