Infelizmente, o assédio é uma realidade presente na vida da maioria das #mulheres. Nas áreas urbanas brasileiras, 87% das mulheres já passaram por algum tipo de abordagem indevida, sendo que 16% foram assediadas antes dos 10 anos e 55% quando tinham 18 anos ou menos. É o que revela uma pesquisa empreendida pela organização internacional de combate à pobreza ActionAid.

Além do Brasil, a pesquisa também ouviu mulheres da Tailândia, Índia e Reino Unido. No entanto, o nosso país liderou o ranking quando o assunto foi a ocorrência de assédio enfrentado pelas mulheres e também o de #Assédio sofrido por meninas menores de dez anos.

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Uma liderança que não causa nenhum orgulho ao país.

Em relação aos ambientes nos quais ocorreram os assédios, 55% das brasileiras relataram que eles foram sofridos na rua e 23%, no próprio ambiente de trabalho. As principais formas de assédio foram assovios (65%), seguidos por comentários de natureza sexual (52%), logo após os insultos (38%), a perseguição na rua (29%), exibição por parte de homens (29%) e toques (20%).

Dentre as entrevistadas, 86% das mulheres brasileiras contaram que se utilizam de algumas medidas para se proteger. Em primeiro lugar, na lista de estratégias, está a mudança de caminho alternativo, relatado por 55% das brasileiras. Em segundo, aparece o evitar os parques ou áreas com má iluminação, usado por 52%. Em seguida, relatado por 48%, ficou o enviar mensagem para alguém para avisar que está bem.

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Depois, o pedir a companhia de outra pessoa, utilizado por 44%. Evitar o transporte público e deixar de ir a um evento social finalizam a lista com 17% e 18% respectivamente.

A pesquisa da ActionAid, realizada pela internet entre os dias 1º e 14 de novembro deste ano, contou com a participação de um total de 2.236 mulheres, sendo 1.038 britânicas, 502 brasileiras, 496 tailandesas e 200 indianas.

Foi considerado assédio, para os efeitos da pesquisa, os atos que configuravam ameaça e de agressividade direcionados contras as mulheres e também os atos não desejados, os quais podem ser enquadrados como abuso físico, emocional, verbal ou sexual. #Mulher